domingo, 11 de novembro de 2012

Estava navegando na internet e encontrei esse belo texto, vale a pena ler!


"Eu me lembro que quando criança eu queria ser o super-homem e salvar o mundo com meus superpoderes, imagino que você também. Eu abandonei a ideia de usar a capa vermelha e aquela cueca ridícula que ele usava, mas ainda continuo tentando salvar o mundo, pelo menos o meu e o das pessoas que me cercam, aliviar a carga pesada, no mínino.
Mas de verdade, não tenho entendido algumas atitudes que vejo de alguns homens. Falo com algumas centenas de mulheres por semana, virtualmente e no consultório e não tenho ouvido boas coisas das atitudes masculinas.
Confesso, tenho sentido vergonha de ouvir o que os tais “homens” fazem.
Mentira, pouco caso, histórias mal contadas e uma total falta de confiabilidade em qualquer promessa feita. Tudo para conseguir uma boa transa.
Meu amigo, acorde, será que você precisa ser um imbecil para meter numa mulher? Acho que não, mas o que vejo é que você e um monte de caras e eu inclusive já agimos como um belo de filho-de-uma-puta só pra descarregar as bolas. Então vamos lá, menos, bem menos, não precisamos descer tão baixo.
Tem muita mulher gostosa e pronta pra dar nesse mundo e confesso que fica um pouco difícil escolher entre tanta oferta boa. Daí agimos como abutres em cima da carniça, tentamos o filé premiado, a garota mais tesuda da festa, se não conseguimos avançamos na mais ou menos e na pior das hipóteses ficamos com a feinha simpática pra não sair de mãos abanando. Com toda a esperança do mundo ela vai tentar te chupar do jeito mais gostoso do mundo para quem sabe você virar o namorado dela. Show de bola, mas você não quer seguir em frente com aquilo.
Cara, não seja covarde, lembre-se o super-homem não mentia, então não minta também, abra o jogo com delicadeza. Diz que a transa foi boa, mas que ela não é candidata a ser sua namorada. Não diga que vai ligar, não diga que ela é super-legal, não diga que não está no seu tempo. Seja honesto, apesar de parecer cruel você dá a ela a chance de fazer alguma coisa com isso. Mas fingir na cara dura que vai criar um vínculo (só pra ter um boquete delivery garantido), pra mim é coisa de moleque, daqueles bem sem valor. E outra, mulher aguenta muito mais uma verdade dura (nem sempre) do que um homem, então não meça uma mulher por você, diga a verdade. Elas choram, esperneiam, ficam resmungando, mas quando dão a volta por cima, está tudo ok (só as infantis ficam sequeladas).
Acho que você deve ter se esquecido que sua mãe e sua irmã (se tiver uma) é uma mulher. Talvez você tenha tido um pai que fazia e desfazia da sua mãe, e aposto que você odiava ver ela chorando pelos cantos porque seu pai agia como um ogro. É esse tipo de homem que você quer ser? É esse tipo de imagem que quer ver difundida pelos quatro cantos do mundo?
Eu pego no pé da mulherada dizendo que elas vivem na Disneylandia ao esperar o príncipe encantado, mas acho que você deve estar em Acapulco esperando o Chapolin Colorado. Cresça, aprenda a escolher e degustar uma coisa de cada vez, saiba ouvir o que as pessoas tem para te dizer (mulher, homem, idoso), pare de bancar o fortão e agir como se nada mais importasse. Hoje em dia arrogância virou sinônimo de ser homem por conta de atitudes imbecis como as que você tem. Eu também sou homem, e não tenho orgulho disso.
Será que quando você tinha 7 anos e se visse hoje teria orgulho do homem que se tornou? Agir em busca de prazer sem pensar nas consequências era algo que você admirava? Se seu pai fugiu de casa, se separou de sua mãe ou era um cara ausente foi porque ele só pensou no umbigo (ou no pau) dele. E pior você está sendo uma cópia fiel desse tipo de lixo que causa mágoa por muitas gerações.
Eu não sou perfeito, nem sou seu pai, muito menos um super-homem, mas já tomei muito na cabeça para chegar nessas conclusões. Quando eu faço palestra para as mulheres elas me olham com absoluta desconfiança e total descrédito no que eu digo por dois motivos, o primeiro porque eu sou homem e “homens não prestam”, o segundo é que mesmo que eu possa parecer prestar elas sabem que quando chegarem nos bares, academias, baladas e ambientes sociais encontrarão homens imbecis em busca de uma aventura sem sentido.
O Super-homem pagava muito pau para uma mulher só. Não me lembro de vê-lo flertando com a prima e melhor amiga da Lous Lane para ver se conseguia meter o “pinto de aço” dele em qualquer buraco.
Sei que a ideia de meter em mil mulheres até os 30 anos pode parecer a aventura mais legal do mundo, mas nunca se esqueça que aquela buceta tem um nome, um sobrenome, uma história e sentimentos, do mesmo jeito que você e eu.
Se você é um cara que se acha fodão e esperto eu lamento por você, pois quanto mais sabedoria de vida se reúne, mas se percebe que ninguém tem muita certeza das coisas, a não ser manter as contas pagas, sua casa arrumada, trabalho honesto, a saúde em dia e fazer o bem (coisa que acho que você não deve fazer).
Não sou um defensor cego das mulheres, elas não precisam, mas falo como homem. Será que estamos fazendo o básico do que um ser humano deve fazer com as mulheres?
Você tem o direito de aproveitar o quanto quiser sua vida de solteiro, mas não precisa perder a ética e o senso de valor humano.
Se se ofendeu com que eu disse deve ter um motivo, pense nisso.
Se ficou tentado a me achar um panaca, pense três vezes mais. Afinal, ficar bravinho, acusar alguém e achar que não é com você é típico de menino mimado.
Por último se quer ser chamado de homem faça alguma diferença nesse mundo, afinal eu sei que aquele menino de 7 anos que queria fazer o que era certo ainda existe dentro de você. Então, vem falar comigo e podemos conversar."
Abraço afetuoso
Frederico Mattos
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quarta-feira, 7 de novembro de 2012


Ontem depois que você foi embora confesso que fiquei triste como sempre.
Mas, pela primeira vez, triste por você. Fico me perguntando que outra mulher ouviria os maiores absurdos como você, um homem de 32 anos, planejar ir a uma matinê brega com gente sem assunto no próximo domingo e, ainda assim, não deixar de olhar pra você e ver um homem maravilhoso.
Que outra mulher te veria além da sua casca? Você não entende que eu baixei a música do “Midnight Cowboy” e umas boas do Talking Heads, Vinícius de Morais e do Smiths porque achei divertido te fazer uma massa ouvindo algumas músicas que dão vontade de viver. Uma massa que você não vai comer porque está perdendo o paladar para o que a vida tem de verdadeiro e bom. É tanta comida estragada, plastificada e sem sal, que você está perdendo o paladar para mulheres como eu. E você não sabe como vale a pena gostar de alguém e acordar na casa dessa pessoa e tomar suco de manga lendo notícias malucas no jornal como o cara que acha que é vampiro. Tudo sem vírgula mesmo e, nem por isso, desequilibrado ou antes da hora.
Você não sabe como isso é infinitamente melhor do que acordar com essa ressaca de coisas erradas e vazias. Ou sozinho e desesperado pra que algum amigo reafirme que o seu dia valerá a pena. Ou com alguma garotinha boba que vai namorar sua casca. A casca que você também odeia e usa justamente para testar as pessoas “quem gostar de mim não serve pra mim”.
E eu tenho vontade de segurar seu rosto e ordenar que você seja esperto e jamais me perca e seja feliz. E entenda que temos tudo o que duas pessoas precisam para ser feliz. A gente dá muitas risadas juntos. A gente admira o outro desde o dedinho do pé até onde cada um chegou sozinho. A gente acha que o mundo está maluco e sonha com a praia do Espelho e com sonos jamais despertados antes do meio-dia. A gente tem certeza de que nenhum perfume do mundo é melhor do que a nuca do outro no final do dia. A gente se reconheceu de longa data quando se viu pela primeira vez na vida.
E você me olha com essa carinha banal de “me espera só mais um pouquinho”. Querendo me congelar enquanto você confere pela centésima vez se não tem mesmo nenhuma mulher melhor do que eu. E sempre volta. Volta porque pode até ter uma coxa mais dura. Pode até ter uma conta bancária mais recheada. Pode até ter alguma descolada que te deixe instigado. Mas não tem nenhuma melhor do que eu. Não tem.
Porque, quando você está com medo da vida, é na minha mania de rir de tudo que você encontra forças. E, quando você está rindo de tudo, é na minha neurose que encontra um pouco de chão. E, quando precisa se sentir especial e amado, é pra mim que você liga. E, quando está longe de casa gosta de ouvir minha voz pra se sentir perto de você. E, quando pensa em alguém em algum momento de solidão, seja para chorar ou para ter algum pensamento mais safado, é em mim que você pensa. Eu sei de tudo. E eu passei os últimos anos escrevendo sobre como você era especial e como eu te amava e isso e aquilo. Mas chega disso.
Caiu finalmente a minha ficha do quanto você é, tão e somente, um cara burro. E do quanto você jamais vai encontrar uma mulher que nem eu nesses lugares deprê em que procura. E do quanto a sua felicidade sem mim deve ser pouca pra você viver reafirmando o quanto é feliz sem mim e principalmente viver reafirmando isso pra mim. Sabe o quê? Eu vou para a cama todo dia com 5 livros e uma saudade imensa de você. Ao invés de estar por aí caçando qualquer mala na rua pra te esquecer ou para me esquecer. Porque eu me banco sozinha e eu me banco com um coração. E não me sinto fraca ou boba ou perdendo meu tempo por causa disso. E eu malho todo dia igual a essas suas amiguinhas de quem você tanto gosta, mas tenho algo que certamente você não encontra nelas: assunto. Bastante assunto.
Eu não faço desfile de moda todos os segundos do meu dia porque me acho bonita sem precisar de chapinha, salto alto e peito de pomba. Eu tenho pena das mulheres que correm o tempo todo atrás de se tornarem a melhor fruta de uma feira. Pra depois serem apalpadas e terem seus bagaços cuspidos.
Também sou convidada para essas festinhas com gente “wanna be” que você adora. Mas eu já sou alguém e não preciso mais querer ser. E eu, finalmente, deixei de ter pena de mim por estar sem você e passei a ter pena de você por estar sem mim. Coitado.

por Tati Bernardi

terça-feira, 6 de novembro de 2012






"Sempre desprezei as coisas mornas, as coisas que não provocam ódio nem paixão, as coisas definidas como mais ou menos, um filme mais ou menos ,um livro mais ou menos. Tudo perda de tempo. Viver tem que ser perturbador, é preciso que nossos anjos e demônios sejam despertados, e com eles sua raiva, seu orgulho, seu asco, sua adoraçao ou seu desprezo. O que não faz você mover um músculo, o que não faz você estremecer, suar, desatinar, não merece fazer parte da sua biografia."

Martha Medeiros!!

domingo, 1 de julho de 2012

Diante de tudo o que já me aconteceu, eu me resumo uma pessoa feliz. Apesar de todos os altos e baixos desses últimos anos, eu me resumo uma pessoa equilibrada. Assim sendo, não tem motivo pra ficar em pane.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

O que eu vejo, hoje em dia, é muita gente usando um amor como desculpa. “Eu só fiz isso porque eu te amo demais”. Não se pode justificar um erro com o amor. Claro, eu já fiz isso, mas hoje eu vejo de uma forma completamente diferente. Se você ama alguém demais, o problema é exclusivamente seu. O outro não tem culpa. Dizer toda hora que ama alguém e quantificar esse amor, só serve pra quem sente, não pra quem a gente destina esse amor. Se você ama incondicionalmente e puramente alguém, isso é problema seu, só seu. Sabe porquê? Porque para o outro, não vai importar esse amor que você sente. Para ele, o que realmente importa é como você vai demonstrar esse amor, como vai viver esse amor. De que adianta você dizer que seu amor é o mais puro e sincero de todos se você não demonstra isso? O amor não é só uma palavrinha bonita. O problema que eu vejo hoje nas pessoas é esse. Muita gente acha que só falar basta. Não, só falar não basta. Nunca bastou. O amor não tem que ser só dito, ele precisa ser, principalmente, SENTIDO, senão, o amor do outro não sobrevive.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Haja Saco!

Eu sei. Eu sou exatamente o que 98% dos homens não gosta (ou não sabe gostar): Eu falo o que eu penso, eu bebo como eles, sou independente, prezo minha liberdade, gosto de conversar abertamente sobre sexo e detesto ter que me explicar. Eu sou “tudo demais”. Ninguém entende nada. Eles adoram uma sonsa. Adoram. Mas apesar disso, eles nunca me deixam em paz.


sábado, 5 de maio de 2012

Valeu Fabrício!




Teremos sempre gente nos julgando.

Os vizinhos, os parentes, os colegas de trabalho, da academia e do inglês, quem nos tirou no amigo-secreto, quem nos viu no cinema.

Chamados para opinar, vão demonstrar uma intimidade surpreendente.

Não é paranoia, todos só estão esperando que eu faça algo realmente grande para confessar que me conheciam.

E pode ser agradável e pode ser nocivo, não importa, as maçãs podres partilham a cesta com as frutas sadias, o joio e o trigo são irmãos gêmeos, a maldade e a bondade são mais parecidas entre si do que o amor e a amizade.

Diante de uma atitude boa, dirão que já sabiam que eu era sinônimo de retidão.

Diante de um fato ruim, também dirão que já sabiam que eu não prestava.

O sonho da maioria é desfraldar a faixa: “Eu já sabia, Galvão”.

O fofoqueiro deseja ser profeta, pretende dar a notícia em primeira mão seja lá qual for e como for.

Os conhecidos guardam meus antecedentes negativos e positivos numa pastinha na área de trabalho do Windows, prontos para a impressão.

Ao me tornar santo, não será complicado encontrar testemunhas dos meus milagres. Citarão coisas inacreditáveis. Quando pulei o muro de três metros da Escola Imperatriz Leopoldina aos 11 anos e fui suspenso, avisarão que nada me aconteceu porque meu corpo é protegido pelo Nosso Senhor Jesus e que a direção me castigava injustamente e não compreendia meu dom.

Ao me tornar louco, comentarão que o mesmo pulo já dava provas da possessão do demônio, que meu apelido Chuck indicava a liderança negativa na turma, que merecia expulsão da diretora.

De um lado da moeda, a santidade. De outro, a ausência de sanidade. Em ambos, a mesma efígie.

Somos influenciáveis. Há a ânsia em definir o próximo para nos poupar da encrenca de assumir as próprias ambiguidades.

Em caso de me converter num herói salvando criança de atropelamento, a opinião pública tecerá elogios de minha conduta familiar. Lembrará do amor incondicional aos filhos.

Na hipótese de atropelar alguém, o público me enxergará como uma máquina mortífera desde a infância. Desde quando andava de triciclo e amassava formigas. Puxarão os pontos da carteira de habilitação, e o zelador do meu prédio, Carlos, descreverá minhas dificuldades para tirar o carro de ré.

Teremos sempre gente nos condenando. Viver é uma execução sumária.

Certo que, um dia, termino no paredão.

Pelo menos, vou pintando os muros de meu fim. Verdes de esperança.

Mas não faltará amigo supondo que isso é ironia.



 



Publicado no jornal Zero Hora
Coluna semanal, p. 2, 31/1/2012
Porto Alegre (RS), Edição N° 16964