sábado, 28 de janeiro de 2012

Sempre o Gustavo...

Eu estava sentada esperando você, esperando, esperando. Mas dessa vez era diferente, eu sabia que você viria. Eu tinha certeza. E você veio. Eu olhei pra você chegando, andando em minha direção. Você me olhou e eu sorri. Você sorriu. Meu coração disparou, as borboletas no meu estômago entraram em desespero, dígamos assim. Achei que meu coração ia sair pela boca. Que sorriso mais lindo você me deu. Levantei então, pra te comprimentar. Não sabia direito como agir, estava totalmente desnorteada. Você parou na minha frente e abriu os braços. - Finalmente a gente conseguiu se encontrar, né? ; Fiz que sim com a cabeça, ri baixinho, com um sorriso imensamente grande no rosto, abracei você que também sorria. Enquanto estava nos seus braços, o meu mundo parou. Eu só podia sentir você perto de mim e as batidas frenéticas do meu coração. Entre o abraço, você disse, no meu ouvido: - Bom ver você, você é linda! ; - Obrigada. ; Respondi num quase suspiro, minha voz não saia, não conseguia pronunciar direito as palavras, é como se eu nem soubesse falar. Sentamos novamente, você estava do meu lado agora, me olhando, sorrindo. Eu poderia congelar aquele momento, eu poderia olhar o seu rosto pro resto dos meus dias. Eu realmente tinha encontrado meu lugar no mundo. Sentamos pra conversar e no meio de tanta besteira que falávamos você me surpreendeu com um "Eu te amo." Te olhei nos olhos, surpresa. Como assim me ama? Perguntei. - Não sei, só sei que te amo, e to me sentindo muito bem do seu lado. ; Segurou então a minha mão e tímido, sorrindo discretamente, disse: Nunca solta a minha mão, tá? Antes que eu falasse qualquer coisa, meu despertador tocou me lembrando que estava na hora de levantar e parar de sonhar.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Casamento!

As vezes eu acho que sou uma das poucas mulheres da minha geração que sonha com coisas que aparentemente são coisas de mulheres do passado.
Óbviamente que dou valor á minha carreira, minha vida profissional, mas não tenho grandes apegos, não almejo ser rica, só feliz tá mais do que bom.
Sonho com casamento, daqueles á moda antiga, talvez não numa igreja repleta de gente que na maioria das vezes não está ali realmente pra prestigiar o amor de duas pessoas, mais pra tomar cachaça e se divertir, não, definitivamente o casamento dos meus sonhos é povoado por pouquíssimas pessoas, as de verdade.
Sonho com filhos, casa na praia pra fazer churrasco e ver as crianças jogando bola, baralho, correndo. Sonho chegar em casa depois de um dia de trabalho, abrir a porta de casa e ser recebido por carinho de cachorro, e amor de filho. Aqueles abraços que duram instantes mas que valem uma vida.
Sonho ter um dia das mães com um maridão trazendo café da manha com os filhos e todos deitados na cama juntos, curtindo aqueles momentos que realmente fazem diferença.

Festar é bom, mas não sou eu. Viajar é bom, mas será assim sempre, mas com sabores diferentes, e algo do qual jamais vou abri mão. Mas a total realização de quem eu sou com certeza virá quando tiver minha família.

Deixando claro que não tenho pressa, me considero demasiadamente nova pra isso tudo, mas que os alicerces da minha vida, esntão em fases de levantamento de pilares, faltam paredes, e teto. Depois sim vêm todas essas realizações.

Sei que parece meio retrógrado, mas eu sou assim. Tem gente que diz que não existe mais mulher assim, ou que duvida de conceitos assim, mas sinceramente não me importo, sou assim e pronto, não preciso provar á ninguém minha essência.

Cheguei a um momento da vida de um pouco de esforço pra começar a colher os frutos, to plantando, suando, mas sei que tudo isso vai frutificar. Sei que a pessoa que eu quero pra mim hoje, talvez não me veja com os mesmos olhos que eu a vejo, mas o que me importa é ter o coração em paz, feliz, e satisfeito. O que me importa é saber que tenho carinho e respeito, sem ter que encenar, sem ter que deixar de lado meus defeitos, porque eles também me tornam quem eu sou hoje.

Sei que não escolhemos quem vamos amar, e de que forma isso começa, ou quem sabe até isso termina, porém hoje eu sei que definitivamente, quem não entender quem eu sou de verdade, não merece fazer parte da minha biografia. Quem duvidar do que eu carrego aqui, definitivamente, que vire um capítulo no livro do passado. Não sou perfeita, porém tenho certeza que sou o molde certo na vida de algúem, porém não tenho pressa, há muito aprendi a dar tempo ao tempo, espaço a vida, e a viver o dia de hoje com calma.
Porém, cuidado! Rainhas também sabem se fingir de mortas....não são apologias, analogias,não é xadrez, é uma questão de estratégia!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

É Dando que se Recebe!




(pode pensar o que quiser, ainda acho a reciprocidade uma das coisas mais gostosas- e divertidas - desse mundo)

"Vem cá. Me dá a sua mão. Coloca sobre meu peito. Agora escuta. Olha o tumtumtum. Você pode me ouvir? É pra você, seu besta! É por você que meu coração bate! (Ele, que de tanto bater, parou sem querer outro dia). Posso confessar? Jura que vai acreditar em mim? A verdade é que estou de saco cheio de histórias românticas. Meus casos de amor já não têm a menor graça. Será que você me entende? Eu não escrevo porque vivo amores cinematográficos e quero contar pro mundo. Não!! Eu escrevo porque eu sou uma maluca. Minha vida é real demais. Um filme B pra ser mais exata. E eu não acho graça em amores sem final feliz. Por isso, invento. Pro sangue correr pelas veias, pra lágrima cair dos olhos, pra adrenalina sacudir o corpo. Eu invento amores pra ver se eu acredito em mim. (Acredita?). Mas hoje eu estou cansada. Estou cansada de mentiras, de realidade, de telefone mudo e de músicas sem letra. Estou cansada de escrever sobre  o meio ambiente, sobre o uso de pele de animais, sob qualquer outra coisa. Hoje não! Uma hora eu escrevo sobre isso, sei lá. Mas deixa primeiro eu salvar a MINHA pele. Me deixa ser egoísta. Me deixa fazer você entender que eu gosto de mim e quero ser preservada. Me deixa de fora de suas mentiras e dessa conversa fiada. Eu sou uma espécie quase em extinção: eu acredito nas pessoas. E eu quase acredito em você. Não precisa gostar de mim se não quiser. Mas não me faça acreditar que é amor, caso seja apenas derivado. Não me diga nada. (Ou me diga tudo). Não me olhe assim, você diz tanta coisa com um olhar. E olhar mente, eu sei! E eu sei por que aprendi. Também sei mentir das formas mais perversas e doces possíveis. (Sabia?) Mas meu coração está rouco agora. GRAVE! Você percebe? Escuta só como ele bate. O tumtumtum não é mais o mesmo. Não quero dizer que o tempo passou, que você passou, que a ilusão acabou, apesar de tudo ser um pouco verdade. O problema não é esse. Eu não me contento com pouco. (Não mais). Eu tenho MUITO dentro de mim e não estou a fim de dar sem receber nada em troca. Essa coisa bonita de dar sem receber funciona muito bem em rezas, histórias de santos e demais evoluídos do planeta. Mas eu não moro em igreja, não sou santa, não evoluí até esse ponto e só vou te dar se você me der também. Pode rir, é isso mesmo. Não vou fingir ser o que não sou. Quer me tratar bem? Amém! Se não quiser, vá com Deus, não me procure mais! Amor incondicional é muito bonito. Mas eu só tenho por mim, pela minha família. De resto, sou igual bicho. Me morde e eu te como. Com as minhas palavras. Que são meu maior mel. E meu melhor veneno."

Nada Fácil!



Tá certo que os últimos dois meses foram uma barra. Perder pessoas que a gente ama nunca é fácil, concordam? Perceber que alguns ideais já se cansam ao tentarem permanecer intocáveis diante de tanta falta de realidade, também não é moleza, certo? Dar vez a realidade frente ás expectativas, nem sempre desce fácil pela garganta…Pois é, quedas a parte, minha sorte definitivamente é que meus ossos não são feitos de vidro, caso contrário jamais conseguiria suportar os baques da vida.
Pelo menos foi desse meu jeito atípico que camuflei as esperas e dores mais longas e cruéis da minha vida. Vai ver foi esse o meu mecanismo utilizado para que tudo doesse menos e por menos tempo. Pra manter ainda disposto o coração.
O que de fato perturba é ter ainda a sensibilidade de uma criança. E o pior, junto de uma bagagem e a visão real do que é o mundo hoje.
Com 20 anos eu acho horrível o meu discernimento. E não sei ainda e o difícil é crescer ou compreeender.
Então eu prefiro ficar assim, a banalizar o que pra mim não é aceitável.
Recuso-me a acreditar que os homens são todos iguais, que os sonhos tem preços, que as pessoas tem preços e que passar por cima dos outros seja tão fácil pra 90% das pessoas.

Que se danem os meus testes psicológicos! Eu vou estar na casa dos 60 com os mesmos fortes traços de infantilidade, desenhando botões coloridos em blusas e me sentindo insegura diante de um mundo em que sou uma estranha.
E que a vida me permita permanecer estranha em um mundo que se tornou tão estranho…

EMPATIA, se não herdou.. desenvolva!



Definitivamente, a pior coisa que alguém pode fazer quando o outro está passando por uma má fase, é errar ao tentar utilizar a boa e famosa EMPATIA.
Colocar-se no lugar do outro, necessita que saibamos enxergar com os olhos dele.
Não adianta colocar-se ali e tirar nossas conclusões diante das nossas próprias sensações.
Não utilize palavras rudes se elas funcionariam com voce.
Não tente proteger pois voce gostaria de ser protegido.
Quando alguém passa por uma fase ruim, a pessoa adota suas próprias posições de forma a lidar com aquilo da melhor maneira possível. Ela monta sua própria tática pra driblar aquilo.
Por isso, vista a carapuça desse texto sim, e aprenda que cada um sabe aonde algo lhe dói, e cada um escolhe como lidará.
Amigos aprendem a assistir e apoiar mesmo quando o outro toma decisões erradas.
Livre arbítrio.

















Compreensão, se você não herdou geneticamente, desenvolva por si só!
Tem tanta coisa acumulada dentro de mim, que se não colocar pra fora vou ficar louca, é uma confusão mental mesmo! Escreverei 1,2,3...n vezes se necessário, mas vou ficar bem, por enquanto, eu serei  a ÚNICA a ler o que eu escrevo, como já havia dito, talvez seja apenas um amontoado de frases sem nexo.

Hoje eu já não sei!


Às vezes me perguntam por que eu ando desanimada e nem eu mesma sei responder. Talvez eu saiba dizer a razão pela qual algumas vezes tenha entregue meu coração á amores, causas, sonhos, família…. 
Eu acredito que tudo foi fruto dessa nossa juventude, daquela prepotência sem intencionalidade de achar que se sabe de tudo. Que se é o mandante do mundo. Que se fecha pra mínima possibilidade de o mundo não ser realmente cor-de-rosa. 
Eu realmente achava que era praticamente tudo uma questão de vontade. Que querer salvar o mundo e ser aquilo que se deseja era determinado por resistência. Eu duvidava que a vida fosse tão efêmera ou que certas coisas não fossem capazes de mudar. Eu não brincava quando citava a possibilidade de ser super herói, sobre ser um ser invencível. 
Eu achei que o amor era somente uma questão de peito aberto e encontro. Falava dele com tanta simplicidade e conhecimento. Eu me fechava quanto ao fato das adversidades. Durante muito tempo eu fui crente até que dava de se viver dele. E diferente de tudo que hoje eu não sei, eu sei perfeitamente quando essa minha Síndrome de Afrodite foi para o espaço. Fragmentou-se, dissipou-se em questionamentos e receios que hoje podam cada frase direcionada a 3 pessoa. Temporáriamente riscadas do meu vocábulário. 
Eu pensei com convicção que soubesse de tudo e ainda mais um pouquinho do restante. Eu nunca admiti a falta de fé, os incrédulos. Eu achava que éramos nós que estávamos no controle de tudo e só acreditava em destino quando esse pudesse ser favorável. Quando lá na frente ele nos colocasse potes de ouro, curas de doenças e príncipes encantados. Pode parecer piegas, mas eu acredito em todas essas coisas. 
Acreditava no tempo e na parceria que podíamos fazer com ele. Mas olha só o que hoje ele me traz, uma pele negativamente diferente e um mundo beirando ao caos. Trouxe consigo responsabilidades e a sua própria redução para que eu conseguisse resolvê-las. Trouxe um pouco de medo, que antes não existia, mas que tem me feito ficar um pouco presa ao chão. Eu bem disse que queria ser Peter Pan. 
E quando eu também achei que entendia tudo sobre relacionamentos humanos e pessoas, as minhas vem, estragam tudo e então eu descubro que nem ao certo sei quem eu sou! 
Então como se faz para escrever ou falar de algo que não se conhece? Que tem seus valores, princípios e costumes que não se enquadram com o que rodeia? Que até reluta cansada pra não perder a personalidade, mas que vem perdendo gradativamente as forças toda vez que a vida resolve sem aspectos de culpa lhe dizer não? 
E o pior de toda a situação é presenciar esse ser estranho acostumando-se com a acomodação. É ver seu corpo encaixando-se ainda meio torto nesses novos moldes feitos de aceitação. 
Ainda não dá para escrever sobre algo que não agrada. Enquanto isso eu vou vivendo até que passe. Volto, se encontrar minha identidade…

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

PAZ




Uma das grandes sensações que alguém pode experimentar nesta vida é a de paz. Paz consigo mesmo, com o mundo e com as pessoas que fazem parte da sua vida. A paixão não é um sentimento que traz paz pra ninguém. Ela te tira do prumo, deixa seu coração acelerado e suas mãos suadas. Paixão e medo caminham lado a lado. O medo também te tira do prumo, deixa seu coração acelerado e suas mãos suadas. Uma pessoa apaixonada quer o outro tanto tanto tanto que tem medo de perder. Ainda que ela não se dê conta disso, o medo de perder existe quando se está apaixonado. A paixão não traz paz. É um sentimento passageiro, perturbador. Arrasa corações adolescentes, mas é vista com muito cuidado pelos mais experientes no assunto. A sensação de paz, ao contrário do que muita gente imagina, não é uma sensação morna, neutra ou de que nada acontece. Ao contrário. As coisas acontecem, mas elas andam no ritmo certo. Não tem nenhum Deus-nos-acuda, o mundo não vai acabar amanhã e, se for, não há nada que alguém possa fazer (portanto, nada de afobação!).Paz é uma sensação de que (como alguém já disse antes) a direção é mais importante que a velocidade – e uma ligeira desconfiança de que a direção está certa. Paz é quando o mundo não precisa parar pra você descer, pois você pode descer a qualquer momento e tem total controle da situação. Paz é ter a cabeça vazia diante de uma estrada que não tem fim. Paz é colocar sua cabeça no travesseiro à noite e dormir com a certeza de que você não enganou ninguém, não mentiu pra conseguir nenhuma vantagem ou usou de alguma forma ilícita pra conquistar alguma coisa ou alguém. Você tem a nítida sensação do que é paz quando você não busca a felicidade em cada coisa que faz ou em cada lugar que vai. Paz é quando você está na hora certa e no lugar certo simplesmente porque você acha que aquela hora e aquele lugar são certos pra você estar. Paz é querer aquela pessoa que também te quer e, se um dia uma das partes não quiser mais, tudo bem. Você também vai estar em paz pois não precisa de outra pessoa pra viver. Paz é estar feliz com sua própria companhia assistindo filme sexta-feira à noite. Paz é uma sensação interna de que sua busca não acabou mas que ela não acaba quando você encontra. Paz é não ter saudade do passado. Ou ter, mas viver em harmonia com ele. É não esperar pelo futuro com se ele existisse porque, na verdade, o futuro acaba no exato momento que começa. Paz é a sensação de que tudo vai dar certo e, se não der, você terá outra chance. Paz é acordar na beira do mar e não ter nada pra fazer. Ou ter. Paz é uma ave livre abrindo as asas no seu ombro. Paz é um cachorro te olhando nos olhos.Paz é uma sensação de dever cumprido. De uma obra entregue no prazo. De fiz meu melhor. Paz é o final de um espetáculo de teatro depois que as cortinas se fecham. Paz é um par de olhinhos te olhando com admiração e respeito. Paz é uma sensação para poucos, mas aqueles que a experimentam não trocam por nenhuma outra sensação do mundo que possa se acabar num piscar de olhos. Se eu pudesse dar uma fórmula mágica da paz em um texto, eu daria. Mas, por enquanto só posso descrever um pouco do que estou conhecendo. Que não é quente, não é frio e muito menos morno. É leve, é novo, é seguro. Paixão, como eu ia dizendo, tem muito mais a ver com medo do que com amor. O amor é leve. É maduro. É terra firme de se pisar. A sensação de paz é um sentimento tão nobre quanto o amor, só que mais apurado. A paz é sublime.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Folha em branco!


Eu nunca precisei de muita inspiração pra escrever, mas hoje acordei me sentindo feito uma folha em branco. Folha em que alguém escreveu, escreveu, escreveu, e ao final descobriu estar escrevendo sobre o tema errado, a apagou tudo.
Uma folha branca, mas com visíveis marcas daquilo que foi escrito anteriormente.
Sabe quando mesmo após a gente passar a borracha, as marcas das letrinhas ou rabiscos ficam impressas na folha?Sim. Nós também somos assim. Folhas em branco em constante preenchimento, ou, tentando apagar os rabiscos.
Há quem escreva seus rabiscos de maneira torta, há quem opte por gráficos e previsões altamente organizadas, e há quem simplesmente deixe o "lápis" da vida ter vida própria e criar seus próprios traços.
Uma ajudinha de Murphy aqui, (ajudinha?) haha. Refazendo, uma atrapalhadinha de Murphy aqui, uma ajudinha do destino ali, e a gente vai se tornando cada vez mais marcado. Escrita em cima de escrita, e mesmo que aparentemente muitas vezes não pareça, a capacidade de apagar e escrever, é ilimitada. O espaço é ilimitado.
Há quem desenhe com muita força, e acabe rasgando pedaços ao tentar apagar, e nada jamais será igual. Faltará sempre aquele pequeno pedaço, e nenhuma nova letra ou rabisco conseguirá substituir o que ali foi escrito um dia.
Há quem escreva com tamanha sutileza, que após apagar, não há qualquer sinal ou marca do que um dia encontrava-se ali.
Hoje eu sou uma folha branca. Com um lápis na mão. Reiniciando uma nova escrita. Mas as minhas marcas são visíveis, e mesmo que eu escreva coisas lindas, elas continuarão sempre lá.
Não tenho medo de escrever nada, não tenho medo do arrependimento, da marca, do rótulo, e acima de tudo não tenho preguiça ou desanimo se for necessário apagar tudo novamente.
Que tal escrever tudo em prosa? Poesia? Partituras?...Que tal fazer diferente mais uma vez?
ALGUÉM ME EMPRESTA CANETAS COLORIDAS?

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012




Comecei escrevendo sobre amizade e em seguida a olhar fotos e olha só o que deu... amo muito vocês, tem um monte de gente que não vai estar presente nas imagens, mas estão no coração pois não tenho foto com alguns de vocês! Aos ciumentos, tem pessoas que aparecem em várias fotos aqui, isso não quer dizer que eu goste mais delas do que de vocês, tem gente que gosta de pousar para as câmeras, né?! Obrigada a cada um de vocês por me proporcionarem momentos de felicidade, aprendizados, companheirismo.. Vocês me fazem crer que existem sim, amizades verdadeiras!



A fofa - Nessa
O negão - Men
Quanta geeeente - mila,pomba,elaine,leili,amanda,lênio,evelyn,josy,rafa,diana,dai,ju,léo (fresco),jaqu e kari
Os queridos - Elaine,gabriel,jaque,rafa,chele,taian e bels

Meus amores - Rafa (piloto),loma(pomba),ju,thi e tai
Dan
As lindas - Ivone, leili,fau,dai e ste
Chele

TCHUCAS - Piu e Mile







ZAMIGAS - Isa e Amandinha








P.S:. A primeira foto - tem meu solzinho - Jaque
A segunda foto - Minha galera da UNEB - Thi, loma, lu, leili, ju e menra
A terceira foto - Minha galera da UFBA

Não sei o que aconteceu na hora que eu estava editando isso aqui, e como eu estou morrendo de sono já.. amanhã ajeito! Um beeeeeeijo!

Eles são lindos, eles são meus amigos..

Seus verdadeiros amigos são aqueles que não dizem que tu somes quando está namorando. São aqueles que te levam na vida, na cabeça, na mochila no coração.
Seus verdadeiros amigos são aqueles que não ligam se tu falas alto, não usa as roupas da moda, se bebe e chora, ou se não gosta de sair.
Seus verdadeiros amigos te dizem sim, te dizem nao, mas jamais te deixam sem resposta.
São aqueles que sabem dos teus defeitos, e mesmo assim te querem por perto.
Seus verdadeiros amigos viajam 10.000 km pra te ver, gastam todos os créditos do celular pra te consolar, te fazem sentir querida (o).
Seus verdadeiros amigos são como uma família que tu escolheste. São ombro. mas também sabem ser crítica se necessário.
Seus verdadeiros amigos compram brigas por você, e não deixam você comprar brigas por eles.
Seus verdadeiros amigos não ligam se você compra suas roupas no shopping popular. Esses mesmos amigos, não são aqueles que criticam, mas voltam na terça á tarde e compram as roupas no mesmo shopping popular.
Seus verdadeiros amigos topam um chopp, um suco, uma água. Topam fazer parte da tua vida.
Seus verdadeiros amigos alegram-se com as tuas vitórias, e também entristecem com as tuas derrotas.
Seus verdadeiros amigos riem das tuas piadas idiotas.
Seus verdadeiros amigos avisam quando voce saiu do banheiro com o papel higienico embaixo do pé.
Seus verdadeiros amigos te dizem quando você está mal vestido (a).
Seus verdadeiros amigos não mentem.
Seus verdadeiros amigos te acompanham numa viagem, numa super balada, ou no boteco da esquina.
Seus verdadeiros amigos são assim, e te aceitam assim, exatamente como tu és!

domingo, 15 de janeiro de 2012

O grande acontecimento!


A gente está sempre esperando um grande acontecimento pra ser feliz. Faltam 29 dias pra num sei o que... faltam 16 dias pro meu carro novo chegar... faltam 28 dias pra eu chegar ao peso que eu quero... faltam seis dias praquela festa... faltam num sei quantos dias pro ano novo. Que porra é essa? Por que é que a gente tá sempre esperando algo de muuuuito importante acontecer na nossa vida e nada muda depois do graaaaaaaaande acontecimento? Ninguém sabe. O que a gente sabe é que vivemos sempre esperando um grande acontecimento e nada acontece depois dele. Haja vista que, logo no dia seguinte, começamos a aguardar ansiosos pelo próximo evento. E quando é que vamos ser felizes de fato? Estamos sempre esperando pela viagem da nossa vida, pelo reveillon da nossa vida, pelo carnaval da nossa vida, pela festa da nossa vida, pelo show da nossa vida, quando, na verdade, nossa vida acontece é entre um final de semana e outro, entre umas férias e outras, entre uma festa e outra. Essa espera do que vem pela frente só cria a ilusão de que a gente tem alguma coisa pra esperar. Algo de muuuuuuito importante está pra acontecer e precisamos estar aqui pra viver isso. E a gente vai vivendo enquanto isso. Vai levando a vida naquele emprego que a gente não gosta. Ficando com aquele ficante mais ou menos. Namorando com aquele carinha que já encheu o saco. Morando naquela cidade onde nada mais te surpreende. Freqüentando os mesmos lugares com as mesmas pessoas e os mesmos prazeres repetidos. Será que a gente tem mesmo que viver nessa sensação de que a gente está sempre na fila? Sei que esse papo é muito antigo. Mas tão antigo quanto esse papo é essa espera infinita de uma coisa que nunca chega. O que é isso que nós criamos na cabeça da gente? Você só vai ser feliz se tiver 1,78m e pesar 50kg. Se sua bunda não tiver nem uma sombra de celulite. Se seu cabelo não tiver um fio fora do lugar. Se sua calça for Osklen e seu tênis, Nike. Se você tiver o carro do ano. Se sua internet tiver uma conexão de um milhão de mega bytes. Se seu celular for o último lançamento do mercado (daquele modelo que filma, tira foto, vira cambalhota e dá tchau quando o ladrão te rouba). Se você fizer a dieta da mulher fruta do momento. Se você só comer alface (orgânico, claro). Se seu corpo for igual ao daquela arreganhada na capa da Playboy (com Photoshop até lá onde vocês estão imaginando). Ou se você estiver pegando a boazuda do momento. Ah, me poupem!Por que é que ninguém fala do que realmente dá prazer na vida? Não contaram pra gente que beijo na boca é melhor do que MC Donald’s. Que a comida feita por quem a gente gosta é melhor do que qualquer fast food. Que estar com quem a gente ama é melhor do que fazer compras no shopping. Que festa com os amigos é melhor do que aquela multidão na feijoada famosa da cidade. Ninguém conta pra gente que o que a gente come com prazer não engorda. Ninguém conta pra gente que homem não gosta de mulher-esqueleto. Que mulher não gosta de homem-bomba. Ninguém me contou nada disso. Ninguém vai te contar.Não adianta pensar que sua vida vai mudar porque você passou o reveillon de preto ou de branco ou sem roupa. Dormindo ou acordado. Na sua casa ou em Paris. Óoooobvio que eu queria passar o reveillon em Paris. Óoooobvio que eu quero ter o corpo de uma dessas gostosonas da mídia e o carro do ano. Óooobvio. Mas é óoooobvio que eu não vou viver em função disso. Eu só não agüento mais ter amigos infelizes porque não têm dinheiro pra festa tal. Que não vão à praia porque não têm o corpo de não sei quem. Ou frustradas porque não estavam numa suuuuuper festa quando o ano aumentou um dígito. Qual é?! Vamos curtir o sol, vamos ao cinema, vamos comer muita pizza. Vamos comer chocolate sem culpa. Vamos colocar biquíni e nos sentir a Gisele Bündchen. Vamos trabalhar naquilo que nos dá prazer. Vamos viver todo dia sem esperar que a vida aconteça no final de semana ou no carnaval. Nossa vida tá acontecendo agora. E todo dia deveria ser uma festa pra comemorar esse grande acontecimento, não acham?!


sábado, 14 de janeiro de 2012


Alguém já descobriu dificuldade maior do que se conhecer? Acho que todo mundo se pega diáriamente fazendo coisas que não agradam a si próprios, pra ver as outras pessoas contentes.
E aí quando surge a velha pergunta..e você.. do que é que você gosta? E você, o que é que te faz feliz? A gente se percebe descrevendo coisas que acaba acostumando a fazer na busca da felicidade do outro.
Da mesma forma quando o tema é falar sobre as nossas caracteristicas. Achar um defeito, qualidades, é sim uma tarefa difícil. Geralmente as qualidades e defeitos que vem a nossa mente são aquelas que escutamos dos outros a respeito de nós também.
Mas afinal de contas, e quem é que gosta de colocar a lanterninha naqueles cantinhos escuros que existem na gente? Iluminar aquele probleminha, aquele defeitinho, aquela velha mágoa, que a gente guardou num cantinho e nem lembrava que estava lá?. Pode não lembrar mas tudo isso fica impregnado em várias das nossas atitudes, nas nossas palavras, no nosso dia a dia.
Pegar todos os nós que estão guardados nesses cantinhos, iluminá-los e começar a desatar não é tarefa fácil. Exige sim muita maturidade, pois ao se puxar o fio, muita coisa que há muito tempo não era mechida reaparece.
Difícil porém essencial.
O não mecher nesses pontos escuros faz com que sejamos pessoas pautadas pelos extremos. E agindo dessa forma, nada termina bem. As colocações saem atropeladas pelas mágoas quando chega em um ponto máximo em que já não consegue se lidar com elas, os estouros acabam atingindo as pessoas erradas, ou a gente continua guardando, mascarando uma aceitação que pode nos fazer parecer pessoas legais, mas nao faz feliz a nós mesmos.
E qual o meio termo então? é analisar cada cantinho escuro desses, e ver o que guardamos lá. Dar uma mechida, reorganizar aos poucos. Feito guarda roupa em época de troca de estação, jogando fora aquilo que já não serve. E não! Nada de achar que você pode usar no ano seguinte.
A pior coisa que alguém pode fazer consigo mesmo, é deixar acumular essas sensações, esses descontentamentos, essas mágoas, pois não haverá controle algum quando elas quizerem sair.
Olhar pra si é difícil. Reconhecer o nó é difícil, mas é essencial para que se possa desatar, ou ao menos tentar.
Que tal olhar pra si, com o mesmo carinho, com o mesmo cuidado que devotamos ao outro? Que tal ter medo de magoar a si, tanto quanto temos medo de magoar ao outro? Que tal ser fiel aos nosso princípios e vontades e aprender a dizer não sem culpa?
Que tal se colocar em primeiro lugar de vez em quando???? Afinal, cade você?

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012





Nunca gostei de fazer promessas de ano novo. Nunca cumpro nada do que prometo no começo de cada ano e acabo me frustrando. Um arraso. Antigamente, eu fazia uma lista de coisas. Que só serviam, é claro, pra eu perceber o tanto de coisas que gostaria de ter feito e não fiz. Agora, com mais um ano começando, resolvi fazer uma não-promessa. Acho que essa vai ser mais fácil de cumprir. Explico: menos expectativas. É isso. Minha promessa de ano novo é esperar menos, ser menos exigente. Comigo e com os outros. Descobri que as pessoas exigentes demais são as que se frustram na mesma proporção. Quanto mais a gente espera dos outros, mais a gente continua esperando.Espero tirar nota dez e me frustro com o nove. Espero contar com todos os meus amigos sempre que precisar e me frustro com as desculpas esfarrapadas que eles dão pra me deixar na mão. Espero que eu seja magra, linda e sarada e me frustro se tenho vontade de fazer nada, comer só porcaria e ficar o mês inteiro sem malhar. Espero que minha pele seja igual eu faço ela ficar no photoshop e me frustro cada vez que vou ao dermatologista e ele não me deixa tomar sol no rosto.Aquela história de “quanto mais alto o coqueiro, maior o tombo” é bem verdade. A gente sonha demais, espera demais, quer demais. E o que a gente encontra são pessoas normais, peles normais, barrigas de chopp, banhas laterais, cabelos desgrenhados. . Gente que amarra o cabelo com elástico de dinheiro. Gente que tem micose na unha do pé.Bons tempos aqueles que eu assistia a Xuxa cantar Lua de Cristal e acreditava que o mundo poderia ser melhor se eu fosse uma pessoa melhor. Que todos os meus sonhos iam se realizar só porque eu queria. Que todas as pessoas do mundo eram lindas e paquitas. Que o mundo era um arco-íris. Hoje, eu sei que arco-íris é apenas a bandeira gay, que algumas paquitas viraram mulheres de reputação duvidosa (o Word não quer reconhecer o nome que escrevi aqui) e a Xuxa virou uma chata que colocou no mundo mais uma menina mimada, dando exemplos modernos com sua produção independente.De verdade, queria escrever um texto cheio de esperanças e promessas para o ano novo. Mas todo ano que passa, acredito mais na experiência do que na esperança. Então, desta vez, vou fazer uma promessa diferente. Vou esperar menos. Vou esperar o beijo de boa noite ao invés do eu te amo. Vou esperar o carinho ao invés das palavras bonitas. Vou esperar o som, o sorriso, o gesto. Vou esperar a sinceridade, a simplicidade. Vou esperar menos do que eu posso dar. Vou esperar a companhia sincera de poucos amigos. Vou esperar o final de semana ao invés de querer o pra sempre. Vou acreditar que o “pra sempre sempre acaba”. Vou assistir menos filmes com Leonardo DiCaprio (Como diria meu tio amado, esses filmes de lenga lenga).Ouvir menos música brega. Vou ser menos romântica - no sentido literal da palavra. Vou parar de esperar que todos os filmes tenham finais felizes. Que nossos bichos de estimação vivam pra sempre. Vou parar de esperar. Minha promessa de ano novo é bem simples: não me prometo mais nada.