segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Auto- Sabotagem?!

“Só se pode alcançar um grande êxito quando nos mantemos fiéis a nós mesmos”. (Nietzsche)


Até o ratinho de laboratório aprende. Se um cientista colocá-lo em determinada situação perigosa - uma armadilha com um choque elétrico -, o bichinho instintivamente vai saber evitá-la ao cabo de algumas más experiências.
Nós, Homo sapiens, racionais (ahn?), leitores de plantão, com Iphods recheados com o acervo músical do mundo, nao. A gente não se emenda. Erra, erra, erra - e jura nunca mais fazer o mesmo. E a gente apronta de novo, e mela tudo mais uma vez.
No dia seguinte, jura nunca mais. E faz tudo outra vez. Embarca em um novo relacionamento com os mesmos perigos do velho, troca de trabalho para colecionar as mesmas reclamações do chefe, emagrece, para de comer bolacha recheada por seis meses - e depois disso se entope de pacotes e mais pacotes de guloseima, até recuperar o peso perdido.
A isso se dá o nome de auto-sabotagem.
Eu tô lendo uma revista que fala um pouco sobre isso, e ela me quebrou as pernas. Como eu consigo me sabotar tanto, me digam? E não, não vamos pôr a culpa em Murphy, na crise mundial, nas enchentes, nao! A culpa é toda minha.
É por isso que eu disse pra alguns de vocês dias atrás que não faria planos pro ano novo. Porque certamente eu sabotaria cada um deles!!!
Depois que eu li esse artigo, eu comecei a observar, e nossa! Como as pessoas conseguem se sabotar tanto.
Tenho uma amiga que foi traída 1020939484 vezes e continua achando que o namorado vai mudar, tem o primo que já perdeu uma namorada por não dar a ela a atenção necessária, e faz a mesma coisa com a atual. Tem os vizinhos de cima que brigam diariamente, se insultam, perdem os eixos, o respeito mútuo e ainda assim insistem em permanecer juntos. Tem a amiga que não acha emprego, mas põe defeito nas vagas que surgem. Tem a tia que fez cirurgia de estomago, mas engordou tudo de novo e agora faz regime.
Tem alguma coisa de racional em alguma dessas pessoas?
Atenção gente, nosso maior inimigo muitas vezes somos nós mesmos, e a gente põe a culpa nos outros, na vida, no papa.
Sacode o pó, levanta, vai atrpas do que realmente quer. Manda embora o namorado (a) que não te valoriza. Pede demissão do trabalho que te suga e não te satisfaz, experimenta o novo emprego antes de achar que nao te serve, faz uma dieta, caminha, antes de apelar pro bisturí.
Enfim, levanta essa bunda do sofá e pára de reclamar da vida. Não somos vítimas de mais nada além de nós mesmos. A gente permite o que (quem) entra e sai da nossa vida.
Vo amarrar meus cadarços aqui, chega de me sabotar, não quero cair de novo e ralar os joelhos!!!! Amarres tu os teus também!

sábado, 24 de dezembro de 2011

Sorte?

Hoje descobri porque eu não tenho sorte no jogo. Porque toda vez que eu jogo, eu penso que vou usar o dinheiro pra ajudar muita gente de quem eu gosto. Só de carro, acho que seriam uns 20. Queria retribuir muita coisa boa que já fizeram pra mim. Pagar muitas viagens, viajar e levar muita gente comigo. Mas, segundo minha vó, jogo é coisa do capeta, então, quando a gente joga, a gente tem que pensar que se eu ganhar, eu vou fazer mal pra fulano, fulano e fulano. Pra poder dar certo. Por isso que eu nunca ganho nada. Do fundo do meu coração que eu queria pensar qualquer coisa do tipo, mas simplesmente não consigo. Ia ser até interessante descer do pedestal e desejar mal pra meia dúzia uma vez na vida! Mas não, esta não seria eu.

Queria ter recebido outro tipo de educação da minha família. Meus valores, minhas crenças, meus objetivos nunca me empurraram pra frente. Sempre fui tão correta com todo mundo, sempre fiz o bem, sempre fui sincera, sempre fui educada, sempre amei demais, sempre agi de boa fé, sempre, sempre paguei minhas contas em dia. E o que eu tenho recebido de volta não se parece em nada com o que eu tenho feito. E pior: o que tenho visto é o mal prevalecer. Quem se dá bem são as pessoas que agem de má fé com as outras. São as vagabundas. As interesseiras. Os covardes. Os de alma pequena. Os pobres de espírito. Todo tipo de mal intencionado de plantão.

Quem tem se dado bem é sempre aquele que usa o outro, que engana, que abusa da boa vontade das pessoas. Quem tem se dado bem é quem pega dinheiro emprestado e não paga, quem sai sem pagar a conta, quem usa o “jeitinho brasileiro”. São os políticos corruptos. São os que sonegam impostos. São os que cobram juros abusivos. São os que fazem falsas promessas milagrosas. Os que vendem produtos pra emagrecer que não funcionam. São os que falsificam remédios, bolsas e tênis. São aqueles que usam a força da publicidade pra vender sonhos distantes. Pra vender terreno na lua. São as igrejas que usam o nome de Deus pra roubar os pobres fiéis. São os patrões que não pagam os direitos dos empregados. São os maus empregados. São as mulheres interesseiras. São os namorados sem caráter. São os pais que colocam filhos no mundo apenas para serem contemplados com alguma das modalidades de "bolsa vadiagem".

Por isso, queria fazer tudo diferente. Queria ser uma pessoa pior. Queria não chorar quando magôo alguém. Queria não me culpar quando erro. Queria não pedir a Deus todos os dias pra olhar pelos que eu amo, incluindo os que não merecem. Queria ligar o foda-se no talo. Queria que eu quisesse que alguém se fudesse. Mas não desejo mal a ninguém. Não consigo. Queria não acreditar quando a Lya Luft diz que tudo que a gente faz volta pra gente. Mas eu acredito.Algumas vezes, volta em dobro. Queria que Newton nunca tivesse inventado a terceira lei pra confirmar meus pensamentos: a toda ação, corresponde uma reação, de igual força e intensidade, em sentido contrário (basicamente, é isso). Mas, mesmo eu acreditando em Newton, Lya Luft, Cabala, ou seja lá o que for, nada de bom tem voltado pra mim ou pra quem quer ser de bem. O bandido tem se saído melhor que o mocinho. O mal ta vencendo o bem. O país, as pessoas, os amores só confirmam minha teoria de que bonzinho só se fode. De que eu estou perdendo meu tempo e minha chance de ficar milionária por ser uma cidadã de bem. Hoje, joguei pra tentar a sorte no jogo. Mas, se jogo for coisa do capeta mesmo, vou precisar treinar mais um pouco, e aí é provável que não ganhe nunca.

domingo, 11 de dezembro de 2011


Sexy não é o decote mais ousado, mas sim as costas lisas que aparecem quase que sem querer. Tu não te tornas sexy, não se faz sexy. Não incorporas personagens na intenção de ser sexy. Não se compra certificados ou posturas sexy em lojas.Sexy apesar do radical, nem sempre está relacionado ao sexo. Um pode vir a ser conseqüência do outro, mas não necessariamente. Ou nessa ordem.Atitudes politicamente corretas são sexy. Vulgaridade não. Cueca branca sim. A camisola de algodão pode ser mais sexy do que a cinta liga. O cheiro da loção pós-barba, de roupa seca no sol e sabonete jonhson´s são mais sexy que músculos.Apesar de a tua avó discordar, pêlos no peito não são sexy. Logo, Tony Ramos também não.Mãos são sempre sexy, enquanto que o bumbum nem sempre. E só imaginar cada um deles sujo de graxa.Olhos cerrados do sol, ou pela falta de vista mesmo são sexy. Timidez pode ser sexy. “Bom dia”, “Com licença”, boa educação é sexy. Unhas vermelhas, apesar da intenção e do senso comum, dificilmente são consideradas sexy pelos homens.Bom humor é tão sexy quanto champagne. No entanto que sejam usados em horas certas e com moderação. Ninguém quer sair para jantar com um show humorístico, menos ainda com um membro do AA. E sim, nessas condições, os dois podem ser usados em parceria! E não, tu não precisas estar acompanhado para isso. Porque para ser sexy tu não precisas necessariamente de uma segunda pessoa, já que independência e liberdade lideram o ranking das “coisas” sexy.E por mais que possa parecer contrária a colocação anterior, devo revelar que as suas mãos dadas com as de outra pessoa pode te deixar mais sexy para tantas outras pessoas. Porque o ser humano é assim mesmo, acha sexy o que não tem, o que não é palpável, o arriscado. Um tanto quanto deprimente, eu sei, mas é só colocares a mão na consciência para confirmar.Um cara fazendo compras no supermercado, analisando valor calórico das coisas e levando um bom vinho em seu carrinho pode ser sexy (Eu acho muito sexy). Esse mesmo homem fica ainda mais sexy quando tenta em vão ajeitar o cabelo da filha na porta da escola. E ele nem precisará ter todos os dentes pra isso. Porque as mulheres são assim, encantam-se com homens que tratam bem os animais, dão moedas para crianças em semáforos e não jogam lixo no chão. Não tente entender, apenas faça.Particularmente, sexy são as atitudes que não têm a intenção de serem sexy. Não são as caras e bocas forçadas que se vêem em fotos. Começando pelas minhas, lógico.Não são rendas e transparências. Nem a morena mais que a loira. Sexy é algo intrínseco. Que geralmente encontra-se em entrelinhas.Claro, pode ser também Angelina Jolie. Mas são também olhares, gestos simples e posturas diante da vida.Sendo assim, desista de forçar a barra. Desencana do batom vermelho que não te cai bem. Ao menos que trabalhes no circo. Todas aquelas fantasias que fazem da tua gaveta uma espécie de Guia de Profissões, tu podes até guardar para o próximo Hallowen. Doar para um grupo de teatro, bloco carnavalesco, tanto faz.Eu sei que sonhas com as tuas havaianas encardidas todas as noites que optas pelo salto fino a fim de ficar mais sexy. Se tu soubesses como esses malditos sapatos tornam-se verdadeiras armas contra ti lá pelas 3 horas da manhã, quando já estás andando feito maratonista em final de prova. Segurando nas paredes, arrastando os dois pés com a cara sofrida, forjando um sorriso para o gatinho e dizendo: Que nada, bobo! Tô ótima, aguento até o sol raiar! Uhul!Não, não! Isso não é sexy. Não mesmo.Então preste atenção e veja bem como é simples...Quantas vezes ele já não mencionou que ficas linda dormindo com a cara enterrada no travesseiro? Ou que aquele vestidinho surrado e manchado de Q-boa que tu fazes a faxina nos sábados é a roupa que deixa mais atraente?Ou então nunca percebeu a cara de boba que ela fica toda vez que lambes o pote do danoninho?Então repito: Desista de forçar a barra. A naturalidade sai mais barata e te faz somar pontos. Não cansa e não traz nenhum tipo de frustração. A incessante busca termina aqui, quando descobres que o mais sexy de todos és tu sendo tu mesmo.Quando optas por usar nenhum outro artifício que não seja a tua personalidade.

P.S:. Esse texto é especialmente pra minha amiga Leili (foto), entendeu que você já é muito sexy, amiga?!

sábado, 10 de dezembro de 2011


Diz o ditado que quem tem telhado de vidro não deve atirar pedra. Então tragam logo meu estilingue. Meu telhado é de cristal. Legítimo. Límpido. Transparente. Podem revirar meu passado, meu e-mail, agenda ou celular. Não vão encontrar nada. Não escondo nada. Não guardo mágoas, cartas, memórias. Não sei da vida de quem passou pela minha e não quis ficar. Não tenho rabo preso. Nem, tão pouco, relacionamentos mal resolvidos. Não tenho outras intenções que não as que eu digo.Tenho cara de menina. Não tenho tamanho de gente grande. Mas não sou criança. Assumo meus erros. Assumo responsabilidades. Entendo erros. Aceito desculpa. Mas repito: não sou criança. Se errou, assuma. Pediu desculpa? Faça por merecer o perdão. Se existe algo pelo qual eu prezo são os sentimentos. Meus e dos outros. A palavra dita não volta atrás. Então, não diga coisas só pra ofender alguém que você ama. Não magoe ninguém de graça. Não magoe mesmo se achar que esse alguém merece.Aprendi que uma coisa (mal) dita não tem nada que apague. A palavra proferida é um tiro na alma. Pode matar um sentimento. Pode acabar com o amor de alguém. Pode destruir uma amizade. Pode arruinar uma família. Uma palavra pode valer mais do que mil gestos. Pode machucar mais do que um tapa na cara. Pode separar mais do que a distância. Com palavras, eu magoei muita gente que eu amo. Eu perdi gente que eu amei. Mas foi só quando eu tomei uma surra de palavras na cara que eu aprendi. Quando um ex-namorado disse pra mim “some da minha vida”, eu respondi “vou sumir sim e você nunca mais vai ter notícia minha”. E foi o que fiz. Cumpri o que disse. As palavras dele se tornaram uma profecia que se realizou. E, desde então, meço o que eu digo. A palavra dita não tem volta. E, muitas vezes, fazem um relacionamento não ter volta também.Eu jogo limpo. Falo o que penso. Mas existem mil maneiras de se dizer a mesma coisa. Existem mil maneiras de se dizer alguma coisa sem machucar alguém.Se faço tudo errado, pelo menos, falo certo.E, pra mim, o certo é ser livre. Sou livre quando sigo o que sinto. Sou livre quando amo de verdade. Sou livre quando respeito aquele que amo. Sou livre quando faço o que quero. Sou livre quando digo a verdade. Porque só a verdade liberta. Só a verdade me permite olhar nos olhos de alguém e dizer o que tem que ser dito. Só a verdade me permite dormir todas as noites em paz com a minha consciência. Só a verdade permite que minha vida seja um livro aberto. Só a verdade me faz agir com transparência. Só a verdade me deixa tão livre, tão eu. Só a verdade me deixa tão presa a meus princípios. E só com princípios tão claros posso dizer o que sou: transparente.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Sou difícil de ser compreendida. Sou de fases, feito a lua. Muitas vezes não sei ser direta, mas sou franca. E exijo o mesmo das pessoas. Não gosto de meias-palavras ou meias-verdades. Só uso meias brancas. Mas nunca passo o reveillon toda de branco. Sou do avesso. Talvez eu seja, sim, o oposto daquilo que você espera de mim. Sou hiperativa ao extremo.Não gosto de muitas pessoas. Minha vida é desalinhada. Dirijo como uma mulher e choro como uma criança. Talvez eu mereça mais que isso.Talvez meu jeito estúpido de amar as pessoas ao meu redor não seja suficiente. Talvez eu precise começar do zero e aprender a amar. Aprender a viver como se diz no manual.Minha família nunca me ouviu de verdade. Por isso, sou temperamental. Aprendi com a vida. Não gosto de ser incomodada sob o risco de eu te dar as verdades que não desejas ouvir. Gosto da liberdade, mas adoro companhia. Adoro abraçar as pessoas. Admiro os Pinguins. Aprendi no Discovery Channel que eles passam a vida inteira com o mesmo companheiro. São livres. Ninguém, nem nenhuma lei, obriga ninguém a ficar junto por mais tempo do que o amor consegue fazê-lo. Eu acredito nisso. No amor livre. No amor enquanto houver amor. No respeito, na cumplicidade, na transparência.
Por não saber o que quero da vida, vivo fazendo o que não quero. Por não saber amar, vivo levando na cara. Por amar demais, vivo sonhando. Por não acreditar nos sonhos, vivo me ferrando. Por me ferrar sempre, vivo me fechando. E por me fechar demais, vivo sem amor. Vivo com poucos amigos, poucas cifras e poucos CDs. Vivo sem sorte no jogo e apostando no amor.Não quero amor de fim de noite. Não quero amor de uma noite só. Não tenho mais idade - nem saco - pra micareta. Não sei mais paquerar ou fazer joguinho de “não te quero só pra você me querer”. Não preciso que me queiram pra massagear meu ego. Tenho foco. Sou mulher de um homem só. Não preciso de conversinha com ex-rolos no Messenger porque sei bem o que eu quero. Não preciso de homem pra massagear meu ego. Não preciso testar meu poder de sedução mantendo possíveis casos amorosos na internet. Não preciso de ninguém pra me dizer o quanto sou linda, gostosa e inteligente. Pra isso, tenho espelho, academia, papel e caneta. Não preciso usar meu corpo ou muito menos minhas palavras pra conquistar alguém. Pra isso, tenho sentimentos que falam por mim.Acredito no amor, apesar de o amor não acreditar em mim. Valorizo as pequenas coisas, como o chocolate no fim da tarde e o almoço no meio do dia. Valorizo a boa intenção. A boa fé. Acredito nas palavras do coração pra fora. E nos sentimentos do coração pra dentro. Acredito em tudo que vem de dentro da alma. Acredito no agora e desconfio – muito – do futuro. Desejo o bem pra quase todas as pessoas que conheço. Acredito no desejo. Acredito na vontade que faz acontecer. Acredito que tudo que queremos de verdade acontece.Respeito todas as crenças. Acredito no amor que dura uma vida inteira. Desconfio do amor que dura uma noite. E respeito todas as formas de amar.
Acredito nas minhas verdades, inclusive aquelas que são mesmo só minhas. Mas adoro saber das verdades alheias. Adoro conhecer histórias, lugares, pessoas, principalmente se tiverem coisas boas a me acrescentar.
Sou mais boazinha do que realmente gostaria de ser, mais orgulhosa e rancorosa do que gostaria de ser, mais fechada do que gostaria de ser.
Tenho as vontades mais loucas, os sonhos mais tortos, e os desejos mais fortes.
A minha alegria assusta, contagia, e muitas vezes aproxima.
A minha tristeza comove, por ser rara, por ser de dores que muitas vezes nem são minhas.
A próxima página ainda não tem título, não tem fotos, não tem marcações. Mas como qualquer página dessa tal autobiografia intitulada de minha vida, escreverei novamente com canetas coloridas....

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A frase do dia martelando..


"O dia que eu coloquei meu passarinho no dedo, levei ele pra rua e ele não quis ir embora, mesmo podendo voar, eu entendi o que é liberdade. É querer estar junto mesmo com milhares de outras possibilidades lá fora. É poder ir e querer ficar. É ter a chance de escolher." – B.BZ

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Felicidade é a gente que faz já diria o poeta, certo?

E eu faço a minha…quem conhece sabe, sinto tudo com uma intensidade infinitamente maior. Quando eu gosto, GOSTO, cuido, trago pra perto de mim. Quando não gosto, me engasga a alma, me dá nó na garganta.

Não sou muito de lamentação, sou de sentir a dor, limpar a poeira, chorar as lágrimas, vestir um sorriso novo e encarar a vida.

Já deixei muita coisa de lado em razão de felicidades que não eram minhas. Hoje não deixo mais.

Já descuidei de mim pra cuidar dos outros. Hoje, não deixo mais.

Já achei que tinha encontrado o grande amor da minha vida. O sentimento mais calmo e sereno que se pode sentir. E descobri que havia colocado a pessoa em um pedestal alto demais. Descobri que havia fechado os olhos pra todos os sinais que a vida, e MUITAS pessoas haviam tentado me mostrar.

Já me doei,doei tempo, coração e suor.

Já fui de muitos amigos. Hoje sou de muitos colegas e companheiros e de poucos amigos. E desconfio que quanto mais o tempo passa, menor ainda é a quantidade de pessoas que estão no seleto grupo de amigos, e Obrigada Deus por isso, QUALIDADE.

Sou de família, uma família cheia de defeitos, mas MINHA. Os meus pontos de apoio. Meus presentes de Deus.

Sou pra levar junto, pra viver junto, pra desfrutar, pra sugar, pra crescer. Sou o tipo de pessoa que não se encontra fácil por aí. Sou o tipo errado de pessoa certa. Sou sorriso, MUITO sorriso.

Sou viagens, mochilões, sou liberdade e compania.

Os anos passam, a maturidade aumenta com o número de velinhas do bolo a cada ano. O que não muda é a ideologia em coisas que façam sentido.

Eu tenho planos de não adiar a felicidade…


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

"Mas a lição que eu aprendi no sábado é que não vale a pena consertar um carro pela décima vez. É mais fácil comprar um novo e fim de papo. Afinal, eu bem que tentei consertar meu relacionamento com todas essas pessoas e só ganhei mais e mais poses e menos e menos verdades. Ainda que doa deixar pessoas morrerem, se agarrar a elas é viver mal assombrado." Tati Bernardi

domingo, 4 de dezembro de 2011

PARTE 3 (UFA!)

Espero que te lembres de mim com carinho, pra mim, fostes o homem que alcançou o sino das minhas verdades. Como amor não se pede, não se compra, eu apenas torço pra alguém conseguir tirar de ti essa armadura que não deixa entrar além de um limite, essa armadura que tem medo de estar errado, e de admitir caso esteja errado. Essa armadura que impede o que há de mais bonito de chegar ao seu lugar. Impede teus sonhos de serem surreais e mesmo assim serem aceitáveis. Essa armadura que faz de ti tão comedido, em questões que exigem o oposto.A tua felicidade está muito próxima, e eu vou levantar as mãos pro céu e agradecer a cada conquista tua, a cada sorriso teu, mesmo que eu não esteja do teu lado pra comemorar contigo essas conquistas.Amor, como eu disse, é puro, é limpo, é desejar a felicidade do outro mesmo sabendo que o outro talvez não venha á encontrá-la na gente. É se encontrar, trocar a bagagem de mão, renovar o ar, e entender que os caminhos podem ser diferentes e não há nada de errado nisso. É quem sabe, com lágrimas nos olhos, dizer um até breve, ou um Adeus, tendo-se a certeza de que se fez tudo aquilo que podia para que os caminhos tivessem uma mesma direção.Eu tentei, não apenas te provar que eu era diferente, mas que as histórias poderiam ser diferentes. Talvez simplesmente não seja eu… Não quero mais gostar de você!
PARTE 2


Não quero mais me sentir a mulher mais feliz como me sinto estando com você. Não quero mais tentar provar que eu posso ser tão boa. Não quero mais esse desequilíbrio. Não quero mais te admirar tanto. Não quero mais ter certeza de todos os meus defeitos. Não quero mais ser a mulher de 20 anos que se sente com 15 perto de você. Não quero mais te admirar tanto, tentar te provar que posso ser eu, tentar te tornar a vida mais leve, mais feliz como tu tornas a minha quando simplesmente me dá um sorriso.Não quero mais me sentir especial quando tu faz um café gostoso pra mim. Não quero simplesmente amar não fazer nada, se o meu nada tiver a tua companhia. Não quero mais me ver no meio de um lugar e simplesmente não deixar de pensar o quanto tu amarias estar lá. Não quero fechar meus olhos e agradecer a vida pelo presente que fostes. Fechar novamente os olhos, sentir o vento bater no rosto e te desejar em pensamento toda a felicidade possível na vida. Não quero mais ser apaixonada pelo teu cheiro, pelo teu modo de andar, o jeito de fazer piada com qualquer coisa, a vontade de conquistar os sonhos, não quero inclusive amar a tua teimosia, que é como a minha eu sei, mas te faz tão contraditório, tão centrado nas tuas verdades, tão você.Não quero mais tentar te deixar orgulhoso de mim, tentar te mostrar que eu enrolo as pernas sim, mas eu caminho pra frente á minha velocidade e lá no fundo acho que sou uma mulher crescida. Não quero mais sentir a tua falta, me preocupar se estais bem, me preocupar se te faço bem. Não quero mais te contar tudo que eu já vivi, tudo que já aprendi da vida, porque isso me faz ter vontade de que tu também estejas comigo nas lições futuras.
Talvez eu tenha começado a me dar conta do que realmente é aquilo que temos. Talvez eu tenha entendido. Talvez sejamos diferentes no ponto em que eu verdadeiramente não gostaria de te perder, mas que tu simplesmente não achas que tens controle algum sobre os acontecimentos, e tens apenas a certeza de que quer viver, aproveitar, mesmo que para isso eu acabe tomando o caminho diferente, e talvez não te desgastes caso isso aconteça.
Talvez esse ano ao teu lado tenha me feito crescer em matéria de relacionamentos, em aprender a não esperar que o outro me ame, apenas dar motivos reais pra que isso aconteça. Aprender que definitivamente lá no fundo tu estais sempre esperando o momento em que as tuas teorias serão provadas, e que eu vou te mostrar que sou feito todo mundo. Mas é nesse ponto que nos separamos. É aqui que tu te enganas. É aqui que meus valores e minha índole se tornam mais fortes do que a tua desconfiança. Pra mim, saber quem eu sou me basta. É aqui que eu tento te provar que existem mulheres diferentes, relacionamentos não devem colocar em segundo plano os sonhos e as verdades de nenhum dos lados. É aqui que eu tento te provar que um amor, um relacionamento, são dois, e não um ou um e meio, relacionamentos são divisões de sonhos, divisões de conquistas, divisão de problemas, e não desistencia ou abertura de mão unilateral. É aqui que eu tento te provar que te ver feliz e se divertindo me faz bem, quando tu tentas encontrar em mim uma cara emburrada ou alguem que desaprova a tua vontade de ter vida pessoal também.

O post de hoje vai ser dividido em n partes, a edição do texto ta complicada hoje, depois de muito esquentar a cabeça, preferi fazer assim.. então vamos lá!

PARTE 1

Ás vezes eu acho que não quero mais gostar de você. Gostar de você tem se tornado uma tarefa difícil demais. Pode ser mesmo que minha falta de motivação tenha vindo com o pacote do ascendente que nem eu sei qual é.
Já parei pra pensar na hipótese de que a chata da história seja eu, mas você sabe muito bem que é muito mais simples colocar a culpa em você. Em você que é tão flexível, tão calmo, superior a tudo e que irá aceitar. E você compreende agora porque eu deveria cansar de gostar de você? A tua forma perfeita, disciplina em tudo, suas atitudes tão bem planejadas e frases de efeito me fazem tão menor, tão pouco perto de ti. É como viver na sombra. É feito um pássaro pousado no Cristo Redentor, ofuscado e sem aplausos. E não é só por não ter uma platéia. O fato é que tudo que vem de você me deixa impotente, sem reação. Todos os últimos farelos da minha história sobre ser bem resolvida foram varridos pelas suas características modelo. Características de um homem que eu tinha certeza absoluta até um tempo atrás, não poderia existir. Eu quero gritar com você, chamar você de tudo, bater a porta do seu carro e não deixar você entrar, sem culpa nenhuma! Eu quero não conseguir contar nos dedos os teus defeitos. A minha ira é simplesmente você não me irritar. Por eu saber que eu vou sempre me render. E nem que eu fizesse aulas particulares eu conseguiria chegar aos teus pés. Nem passando mais cinquenta anos ao seu lado eu aprenderia tanto no que diz respeito a valores. Torna-se difícil provar que eu sou completamente apaixonada, que sim acho que você é tudo aquilo que eu quero pra mim, que sim que eu sou diferente não sei me relacionar sem levar meu coração e meus valores juntos, torna-se difícil mostrar que eu sou diferente pra alguém que simplesmente acha que as mulheres são realmente todas iguais, e que relacionamentos são algo tão difíceis.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Ahh o amor..

É, não tem jeito. Relacionamento a gente constrói. Dosando todos os dias os silêncios, as pausas e as grandes conversas. Engraçado como no exato instante em que deixamos de acreditar num conceito de AMOR DA VIDA, um amor PRA vida da gente aparece. Sem toda aquela badalação de alma gêmea. Sem as falsas promessas de ser pra sempre. Sem borboletas no estômago, sem insônias, sem choro. É incrível. E aí, Adeus expectativas surreais, Adeus delírios adolescentes. Ele vai esquecer muitas das coisas que você disse, mas você vai entender que ele também tem milhões de coisas na cabeça e vai falar tudo de novo. Ele vai esquecer o aniversário do dia em que se conheceram, mais não vai esquecer que o seu café é sem açúcar, preto, e forte. Ele não vai fazer declarações românticas, ou dizer que você é a mulher da vida dele, mais ele vai saber que você está de TPM no primeiro tom mais ríspido que aparecer na conversa, e vai entender. Ultimamente eu tenho descoberto que eu gosto do amor. Depois de anos sonhando acordada com alguém que me roubasse o sono, que me roubasse o ar, eu venho dar o braço a torcer e me retificar. Quero alguém que divida o sono comigo, que me devolva o fôlego. Quero dormir abraçada sem susto. E saber que ao acordar (aconteça o que acontecer), tudo vai estar lá. Sem ansiedades, sem montanha russa. Pra mim, não existe nada mais contestador, avassalador, do que amar uma pessoa só. É atravessar o escuro. É, no meu próprio caso, depois de anos mudar de conceito. Não aquilo não era amor, era imaturidade. Antes era paixão, e antes ainda, uma procura por mim mesma. São reconstruções, pausas, desatinos e acima de tudo DESAFIOS. Se algum dia na vida eu sonhava com a perfeição, hoje eu sonho com o equilíbrio. E ele é muito bem vindo.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011


Eu não quero ser uma pessoa normal, vivendo uma vida normal, só pra inglês ver. Há anos eu possuo essa mania diferente de encarar o mundo, e as pessoas ao redor dele. Tudo bem que eu tome pauladas de dar gosto, mas sinceramente, eu perderia a única coisa que mantive intacta durante todos esses anos, durante os momentos mais difíceis da minha vida, que é  a minha essência.
Eu quero meus defeitos, meus efeitos, e tudo mais. Eu não morro se o relacionamento acabou, quando tenho certeza que fiz o que podia, que no meu caso significa apenas dar o coração, pois infelizmente eu ainda sou daquele tipo meio batido de gente meio antiga que acredita que isso baste. Que acha muito mais lindo o cara que pega três ônibus só pra te ver, do que o cara que aparece de ferrarri. Vai ver eu ainda tenho uma visão cor-de-rosa demais da vida, e sinceramente muitas vezes eu acredito que tenha, mas que graça teria se eu acordasse todos os dias, e imaginasse que os homens são todos iguais, as pessoas são todas iguais, e que definitivamente não há nada mais gostoso do que viver?Eu nasci assim. Conheço o fim, o improviso e o meio. Eu vivo como vive quem planeja e tem os pézitos no chão: Bato a cabeça do mesmo jeito! Arrisco, machuco, sangro, costuro e por fim me reconstruo. Igual fiz no último ano. Porque verdade seja dita: cada um vive do jeito que considera correto.  Mas, que ano foi este?  A idéia foi partir o mundo ao meio? Arrancar meu coração? Roubar minha esperança? Enxergar em cada rosto um ponto de desespero? Se o plano era esse, pessoal aí de cima, coloca um “10” aqui. Bota um parabéns e me dá uma estrelinha! Eu preciso, eu mereço! Preciso porque me arrisquei. Preciso porque me ferrei. E me ferrei porque quis. Resultado: Aprendi! Ponto pra mim! Quanto maior o grau de dificuldade, maior o prêmio, certo?
e o prêmio não é ganhar um bônus por decepções digeridas nem por coragens reforçadas, com uma viagem de ida e volta para o Havaí. O prêmio é: OLHAR PARA DENTRO e – mesmo com toda sua dor, mágoas e tristezas, falta de rumo e prumo – se reconstruir, se aceitar e ter orgulho de quem você é!
Eu me recuso a me achar culpada porque os relacionamentos, sejam amorosos, profissionais e amizades não dão certo. Eu me recuso!
Porém, sofro como qualquer pessoa, choro minhas mortes de pessoas vivas com muito mais pesar do que a de pessoas que se partiram pra junto de Deus. E isso, porque muitas das “mortes” que ocorrem por mudanças de rumos, separações, brigas, poderiam ser evitadas se deixássemos de colocar tanto a função de nos fazer felizes aos outros. Se tirássemos de suas costas o peso de carregar seus sentimentos e os nossos. E creio que eu não faça isso, creio que seja definitivamente alguém um tanto leve, apesar do últimos acontecimentos terem me tornado uma péssima compania nos últimos dias.
E não me culpo se, no meio de tantas fantasias, no meio de tantas auto-descobertas, no meio de tantos sonhos, eu achei que eras tu. O cara com quem eu viajaria pelo mundo, o cara com quem eu faria planos pra que todas as nossas vontades fossem realizadas. O cara com quem eu dividiria não só o carinho, mas a vida. E não me culpo se muitas vezes te vi como o homem que entraria pela porta correndo pra ganhar abraços e me ajudar a recolher o lego das crianças.
Quantas coisas em tão poucos meses não é mesmo? Embora eu nunca tenha te falado sobre a intensidade do que se passava aqui, muitas vezes eu acreditei, e humildemente pedi a Deus que fosse tu.
A resposta que eu tive, pode não ter sido necessáriamente a que eu queria, porém, palmas ao cara lá de cima, porque após de N relacionamentos terminados por mentiras e falta de respeito, eu tive um ano feliz ao teu lado, e tu entendestes o quanto a sinceridade era importante pra mim, mesmo no final da nossa jornada. Talvez essa tenha sido a tua missão na minha vida. Mostrar que não seria sempre da mesma forma, assim como tentei te mostrar a mesma coisa, baseando-me nas tuas experiencias.A gente tem o que PRECISA, não o que quer. Por isso, um inesquecível AGORA, sempre!

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Eu sei que não sou um exemplo de bom comportamento nem tenho no currículo uma coleção de finais felizes. Eu sei que eu meto os pés pelas mãos na maioria das vezes. Eu sei que quando se trata de relacionamento, eu tenho ciúme, eu sou insegura, eu faço cena. Eu sei de tudo isso e, acredite, eu tento melhorar (apesar de não estar funcionando ainda!). Mas o que eu mais sei é que a gente só aprende dando cabeçada por aí.
Então por que é que as pessoas se acham capacitadas em dar palpites na vida das outras? Alguém me explica? Alguém me explica porque é que aquela amiga que nenhum homem suporta ela por mais de quinze dias pensa que sabe o que é melhor pro seu namoro? Ou por que aquela pessoa que já foi infiel nos seus relacionamentos quer te convencer de que existe fidelidade? Por que a gente sempre tem a fórmula mágica pra vida dos outros? Por que alguém sempre sabe nos dizer exatamente o que fazer, mas nunca faz nada direito? Faça o que eu digo, não faça o que eu faço? É isso?Você ta fazendo errado! Isso não ta certo! Não pode ser assim! Faça de tal jeito! Espera aí. Quem perguntou? Isso mesmo. Ninguém perguntou. É só um hábito irritante que as pessoas – em especial as mulheres – têm. Ninguém ta pedindo conselho ou colocando a vida aberta para debate. A gente não está interessado em fazer como a melhor amiga faz só porque a experiência dela deu certo. Se fosse assim, a gente ouvia conselho de mãe, de vó, de tia velha e casava virgem, não é?! Não. A gente faz o que a nossa cabeça manda e não o que as pessoas nos dizem. A gente quebra a cara. Sofre. Leva pé-na-bunda. Se decepciona com todo tipo de gente. Mas no final, a gente aprende alguma coisa que não aprenderia se tivesse feito tudo certo.Tudo certo demais me cansa. Muito Pollyanna pro meu gosto (aliás, que moral tem alguém cujo nome repete doze vezes a mesma letra e usa y no lugar da letra i pra parecer sofisticado?). Que graça tem alguém que machuca o dedo e não grita um palavrão? Que graça teria se a gente conseguisse tudo que quer? Se fizesse tudo conforme o manual. Se só abrisse o presente de Natal depois da meia-noite. Se tudo saísse conforme planejado. Se a gente não tivesse ciúme. Se a gente soubesse exatamente como fazer tudo. Ou se tivesse alguém pra nos dizer sempre como fazer. Não teria graça nenhuma.Não haveria inspiração pras duplas sertanejas, pros noticiários, pros blogueiros, pra Sônia Abrão ou pra Márcia Goldsmith. Não haveria dor ou poesia. Os dias chuvosos não fariam o menor sentido. O mundo não teria graça se tudo fosse perfeito e se todo mundo tivesse a resposta pro problema alheio antes mesmo do alheio ensaiar querer um conselho.Deixe que eu caminhe com minhas próprias pernas curtas dando meus passos pequenos. Um de cada vez. Deixe que eu caia, levante e comece de novo se precisar. Mas, por favor, me deixe fazer sozinha. Do meu jeito errado. Se eu vou me machucar mais do que aprender alguma lição, deixe que eu descubra no final. E, no final, se der tudo errado, quero ver quem vai voltar pra ficar do meu lado.

sábado, 26 de novembro de 2011

Hoje NÃÃÃÃOOOO...



Tem dias que dá preguiça mesmo de viver. A gente olha pra própria vidinha mais ou menos e se pergunta: o que, diabos, eu estou fazendo aqui? A resposta, a gente não consegue dar. Mas tem dias que simplesmente não dá. Não dá pra acreditar no futuro, no presente e desconfiamos até mesmo do passado. Tem horas que a gente parece estar no meio de um pesadelo (ou no meio de um sonho bom que nunca vai se realizar). Tem dias que não dá pra acreditar que a Xuxa usa hidratante Monange, que a Gisele Bündchen usa Pantene e que a Carolina Dieckmann tem dentes sensíveis. Chega uma hora que a realidade te espreme num canto, te dá um tapa na cara e te pergunta: o que é que você está fazendo aqui?Não sei. Não sabemos. Procuramos pistas na ciência, na fé e na religião. Criamos Deus e deuses pra explicar o inexplicável. Buscamos pistas de que estamos no caminho certo ou, pelo menos, no melhor caminho. Acreditamos nos sinais, no destino e na contradição deles. Entendemos um pé-na-bunda como um sinal de que era pra ser assim. Entendemos um re-encontro como um plano traçado pelo destino. E assim vamos mexendo as peças de um jogo louco e sem explicação.Aonde queremos chegar fazendo o que fazemos, sendo quem somos, acreditando no que acreditamos? E, afinal, quem somos? Em que acreditamos, se não acreditamos em nós mesmos? Desconstruímos sonhos ou os arremessamos ao acaso. Desacreditamos da sorte, do acaso ou do destino. Despedaçamos nossa auto-estima, nossa confiança na própria fé. Insultamos Deus e o diabo.E assim, seguimos à própria sorte. Mandamos e desmandamos na nossa vida. A vida manda e desmanda na nossa sorte. Procuramos refúgio nos nossos vícios ocultos, ainda que esses vícios sejam academia e solidão. Fugimos do mundo pra fugir de nós mesmos. Fugimos de nós mesmos para fugir do mundo. Tem dias que simplesmente não dá. Não dá pra rir de piada sem graça, não dá pra agüentar a chatice alheia (já basta a nossa própria), não dá pra gostar de comer rúcula (quem inventou essa porra?). Chamem de TPM, de crise existencial ou o diabo. Tem dias que só uma enorme barra de chocolte com ovomaltine te entende. Desculpa, mas tem dias que não dá pra brincar de faz-de-conta. Não posso. Hoje, não.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

MEDO???

Sabe aquele momento, onde as coisas de alguma forma começam a dar certo, a se encaixar, a fazer sentido? Não apenas sentimentalmente falando, mas pessoalmente, profissionalmente, e assim e todas as áreas da vida.
Eu caminhei algum tempo, atrás de muitas coisas, e com o tempo o caminhar tornou-se tão exaustivo que eu sequer conseguia reconhecer o verdadeiro motivo pelo qual a caminhada havia se iniciado.
Passos dados, barreiras transpostas, uma tropeço aqui, escorregão ali, e o caminho finalmente vem se mostrando plano.
É bom aproveitar, tu deves ter mordido a língua e pensado, afinal os dias ensolarados não duram para sempre não é?
Pois bem, se tem uma coisa da qual eu nunca tive medo foram das tempestades, dos trovões, pelo contrário, eu consigo sempre ver uma beleza diferente neles, e é profundamente libertador.
É aquela certeza de que elas, também não duram para sempre, consequentemente o ideal é encontrar alguma coisa ali, que torne o próximo dia de sol ainda mais apreciado.
Eu simplesmente recebi de braços abertos novas pessoas e oportunidades, mesmo quando aquele pézinho teimava em ficar atrás, e por enquanto considero estar me saindo bem. Continua não sendo fácil confiar, continua sendo passo a passo, que eu me liberto de todo o amontoado de passado que juntou-se em uma barreira bem á minha frente, e que por algum tempo, eu não tive forças pra erguer e jogar pra trás, em seu devido lugar.
E mesmo que eu volte aqui, e reconsidere tudo que eu disse hoje, o fato de a felicidade ter voltado a ter moldes simples já é um grande começo.
Limpe você também a poeira, desfaça-se de coisas velhas, de sentimentos velhos, permita-se, tente, errar é apenas uma das faces que pode aparecer no dado.
Eu vou em frente, mas uma vez dando o tanto de alma possível, e acreditando que nada na vida acontece por acaso, e aí, deixar passar aquilo que te faz bem, seria muita burrice!

Pra onde tenha sol...

A vida voltou a me comover. Passada toda a fase pós traumática, eu avistei uma luzinha lá longe e simplesmente andei em direção a ela.
Tiveram inúmeras vezes em que eu me senti cansada da caminhada e quase desisti, mas colocando em prática tudo aquilo que foi aprendido em livrinhos de auto ajuda e conselhos de mãe, eu ergui a cabeça e continuei andando.
A cada passo dado em direção a saída, as batidas do coração simplesmente aceleravam, como se de alguma forma sentissem que aquela luz teria um brilho incomparávelmente bom.
Com a proximidade da saída, os sonhos voltaram a ser compania durante a caminhada, e as expectativas do que haveria do lado de lá do caminho, me fizeram andar com cuidado pra nao cair.
Eis que enfim eu atravessei, simplesmente consegui chegar ao outro lado, deixar pra trás toda a escuridao daquele percurso, e enfim voltar a respirar de pureza, alegria e vontade de viver.
Ao meu lado, nesta jornada insana, alguns coadjuvantes tornaram-se parte vital, desta minha nova face. Os velhos companheiros que um dia deixei pra tráz, me supreenderam com uma recepção calorosa e me provaram que eu realmente estou em paz, e em casa, aqui.
Hoje, em silencio eu agredeço a cada capítulo vivido, pois a imagem que vejo relfetida no espelho, me prova que a minha força, foi testada ao limite e que sim, eu permaneço de pé.
Eu saúdo e dou boas vindas ás novas expectativas, deixo entrar sem insegurança tudo aquilo que me faz bem... e não é que agora eu tenha me tornado cautelosa....eu continuo buscando pelo frio na barriga e pelos pés fora do chão.
Vamos em frente, e hoje o obrigada vai para todos aqueles que permaneceram aqui, me provando que ainda vale a pena lutar pela felicidade.



Um obrigada especial hoje pra minhas amigas lindas: Ju, Leili, Ste, Loma, Mile, Piu... Su..

terça-feira, 22 de novembro de 2011

http://www.casalsemvergonha.com.br/2011/09/30/30-motivos-pelos-quais-e-bom-ser-solteiro/

Eu não troco essas vantagens pela oportunidade de estar com alguém! Ahhhhh coração..

segunda-feira, 21 de novembro de 2011


Definitivamente não sou um cavalo encilhado, então não esperem que eu vá andar em círculos agora.
Se tem uma coisa que eu detesto, é me enganar com as pessoas. Perder meu tempo, me faz ter gastrite. Já perdi muitas vezes, hoje não perco mais. Perco meu sono e tempo apenas com quem/o que me dá retorno.
E não é que agora eu vá ficar sozinha, mas digamos que mais uma vez foi aberta a temporada de limpeza geral, e a boa nova é SELEÇÃO!
É o momento certo para administrar quem terá o prazer e principalmente potencial para receber os meus cuidados.
E não é marketing, não. Mas se existe algo em que me tornei phd, foi em cuidar dos outros e me esquecer de ser cuidada.
Um breve comercial então...
Eu vou doar pra também receber. Caridade eu estou fazendo pra quem precisa. Não quero mais brincar dessa chatice de preocupação em vão. Parceria então, agora é objeto para colecionador.
A vida é sim o que a gente quer que ela seja. A Coisas acontecem somente quando damos aberturas á elas. Pessoas entram e saem de acordo com suas atitudes, sejam elas consciêntes, ou não!
Eu te quiz aqui. Por outro lado, sou eu também que decido até onde dou pé.
Minhas experiências de vida me transformaram nisso tudo que podes ver. E não foram poucas. Eu sempre tive a ânsia de ver mais de perto.
Completando, não vou esquecer nada, nem ninguém, mas mudar minhas prioridades vai ser o melhor remédio contra os dias cinzas. E a minha prioridade agora sou eu.
Vou seguir o que dizem e deixar livre. Vou seguir. Livre. Fazendo planos pra minha própria vida. Ou não. Vou simplesmente deixar que as coisas sigam seu curso natural. Livre. Que a vida continue. Que as incertezas passem. Que a paz reine. Que o amor renasça. Que possamos fazer escolhas certas e escolhas erradas. Que a tal liberdade sirva pra isso. Pra nos permitir viver errando, acertando, amando, descobrindo.Eu nunca quero ter certeza de tudo na vida. Acho que amar é isso. Saber dar sem garantias. Sem exigir nada em troca. Arriscar, acreditando que vai dar certo. Sem olhar pra trás e se arrepender porque deu errado ou porque não era bem assim que você planejou. Acho que amar é a incondicionalidade. Não impor condições. Não ter prazo de validade. Não sei nada sobre amar, mas desconfio que não tem nada a ver com certezas.

Ela sabe das coisas...



Cabe no meu dia..

Às vezes é preciso recolher-se. O coração não quer obedecer, mas alguma vez aquieta; a ansiedade tem pés ligeiros, mas alguma vez resolve sentar-se à beira dessas águas. Ficamos sem falar, sem pensar, sem agir. É um começo de sabedoria, e dói. Dói controlar o pensamento, dói abafar o sentimento, além de ser doloroso parece pobre, triste e sem sentido. Amar era tão infinitamente melhor; curtir quem hoje se ausenta era tão imensamente mais rico. Não queremos escutar essa lição da vida, amadurecer parece algo sombrio, definitivo e assustador. Mas às vezes aquietar-se e esperar que o amor do outro nos descubra nesta praia isolada é só o que nos resta. Entramos no casulo fabricado com tanta dificuldade, e ficamos quase sem sonhar. Quem nos vê nos julga alheados, quem já não nos escuta pensa que emudecemos para sempre, e a gente mesmo às vezes desconfia de que nunca mais será capaz de nada claro, alegre, feliz. Mas quem nos amou, se talvez nos amar ainda há de saber que se nossa essência é ambigüidade e mutação, este silencio é tanto uma máscara quanto foram, quem sabe, um dia os seus acenos."
Lya Luft

Ausências...

A saudade tem me comovido como nunca. Saudade de momentos, vários, todos eles milimetricamente armazenados na minha memória. Saudades de pessoas, de lugares, gostos, cheiros e saudades até mesmo de estar menos certa das coisas.
Eu costumo carregar arduamente junto de mim cada coisinha que me marca na vida, cada pessoa , e o peso carregado é tanto, que as vezes eu acabo percebendo que fica dificil caminhar.
Chegou a hora de parar. É difícil se desfazer de determinadas coisas, mas chegou a hora de ir em frente, e não apenas da boca pra fora dessa vez. Eu me encontro exatamente em cima da linha divisória entre a realização de tudo que um dia eu planejei ou a volta pra areia movediça, e infelizmente pra passar pro lado glorioso da linha, eu preciso me desfazer de tudo aquilo que já não me acrescenta, que não me faz bem.
Lembranças podem ser dolorosas ao ponto de nos fazerem ter medo de recomeçar.
Nos desfazermos delas, é o primeiro passo no crescimento pessoal.
Eu cresci e muitas vezes isso ainda dói, e é uma dor que chega a ser insuportável quando eu percebo que crescer implica em novas decisões e assim novas renúncias.
Queria guardar todos que um dia me foram de alguma forma importantes num potinho de vidro e carregar comigo a vida toda. Pena, mas não dá! Então me satisfaço torcendo e acompanhando a felicidade de cada um, na medida do possivel logico.
Deixar as coisas irem embora, não é sinal de fraqueza, pelo contrário, abrir mão das coisas é um ato de coragem, e é preciso muita força pra conseguir fazer isso.
Eu deixei que a vida me envolvesse, e assim fui me alienando, achando que era possivel viver só de sonhos. Que bela utopia a minha nao acham? Pois é, a vida é traiçoeira, e eu to aprendendo a lidar com isso, da melhor maneira possivel, mas as cicatrizes sao inevitáveis.
Hoje, eu tenho orgulho de ser eu. Tenho orgulho de ser gente, porque gente de verdade, tá difícil de se achar.
Sorriso no rosto, seja bem vinda essa nova fase, trabalhosa, cansativa, mas eu sei que não dá pra colher sem plantar.
E assim eu deixo ir, tudo aquilo que já não cabe.
É triste, mas a vida nao espera!

domingo, 20 de novembro de 2011

Na minha cabecinha inocente, duas pessoas que se amam deveriam formar um casal apaixonado. Daqueles que a gente vê em filme. Com direito a corridinha na beira do mar de mãos dadas e tudo mais. Com beijo romântico no pôr-do-sol. Na minha imaginação adolescente, o amor nunca perde o viço. Era só isso que eu pedia pra mim. Flores, frases, vinhos, praias, corações, edredons. Mas quem mandou eu acreditar nos filmes, nos livros, nos textos, nas palavras, nas promessas?Não entendo de morar junto, não entendo de casamento, não entendo de uma vida a dois, muito menos de amor. Mas o amor não deve ser só receber sem se dar. Se fosse, estaria à venda. E não está. Porque o outro lado não precisa de dinheiro pra amar. Só precisa amar de volta com a mesma intensidade. E o amor precisa de intensidade. De intenção. O amor não é querer o fácil só porque lhe convém.Talvez seja por isso que certos tipos de homens apreciam prostitutas. Amor enlatado. Descartável. Pra viagem. Só na hora que convier. Sexo sem tpm. Vapt-vupt. Au revoir. Enquanto o dinheiro der. Sem dor de cabeça. Até que a próxima noite os separe. Na alegria, sem tristeza. Na saúde, com doença.Se o amor tem um preço, é este: amar vinte quatro horas por dia, sete dias por semana. Amar cem por cento. Amar por inteiro. Infinito. Sem data de validade ou prazo pra expirar. Dar sem garantias de receber nada em troca. Apostar todas as suas fichas. Ser todo. Se o amor tem um preço, um jeito, uma forma, uma fórmula. Se o amor tem jeito. Eu não sei. Eu não sou fácil, não me vendo, não aceito migalhas, não gosto de metades. Sou um império do bem e do mal. Sou erótica, sou neurótica. Sou boa, sou má. Sou biscoito de polvilho. Açúcar, sal, mousse de maracujá. Só não sou um brinquedinho. Que alguém joga no canto do quarto quando não quer mais brincar. Sou um pacote. Uma mala. Sou difícil de carregar.

Talvez seja a hora de mudar..


Ser boazinha demais nunca me trouxe mais benefícios do que malefícios. E eu não aprendo. Alguém me bota uma camisa de força pelo amor de deus? Põe o dedo em cima da minha ferida e aperta até a dor ficar insuportável e eu entender que só dando um basta ela sara?
Eu não aprendo, só por hoje eu queria ser egoísta. Só por hoje. Por que eu não consigo? Qual é o meu problema? Pra que tanta abdicação? Pra que se doar tanto pra tanta gente que nao se doa nem a metade disso por mim? Pra que tanta dedicação com plantações que não dão frutos? Ou dão frutos apenas em estações específicas? Eu quero frutos o ano inteiro, no frio, no calor, toda vez que eu quizer, e se alguma dessas plantações for atingida por terremotos ou tsunamis, eu quero ao menos ter certeza de que há mudas delas com raízes bem presas ao solo. Ao meu solo. Ao solo que eu carrego aqui dentro.
Sabes aqueles dias em que tudo dá muita vontade de chorar? Eu tenho poucos desses, geralmente quando to com TPM, mas hoje não, hoje é esgotamento emocional mesmo.
Meu lado ruinzinho anda pedindo desesperadamente pra se manifestar, inclusive com idéias de dar uma voadeira em cima de alguém.
É muita Racquel pra pouca reciprocidade. É muita doação. Infelizmente eu não sei me doar menos nas causas que eu abraço. Não sei me preocupar menos com os meus. Não sei virar as costas, não sei ser rude, mesmo que alguns momentos exijam isso. Eu sempre peco pelo excesso de boa vontade.
Aí quando a raiva vem, sai em crises descabidas, deixo gente falando sozinha, chingo, vou embora sem dar tchau, desapareço.
Tô precisando sentir que eu sou insubstituível, saudades desse sentimento.
Saudades de um dos lados que teima em desaparecer...Saudades de alcançar as estrelas!

...Eu valho a pena!









O primeiro erro que alguém pode cometer num relacionamento, é se apaixonar por uma pessoa antes de conhecê-la bem.
A paixão é cega. Faz com que as pessoas comecem a idelizar um outro que não existe. Faz com que as expectativas e a função de nos fazer feliz seja uma responsabilidade inteiramente depositada no outro, e não em nós mesmos.
Essa idealização é o primeiro passo para um relacionamento dar errado.
Quando a realizade é trazida pelo tempo, ninguém da conta de ser tudo que o outro imaginava.
Nenhuma mulher dá conta de ser linda 24 horas por dia. Nenhuma mulher dá conta de ser tão desapegada quanto queriam que fosse. Aí, um certo dia, o cara olha pra você e pergunta: Cadê aquela mulher linda, perfeita e exuberante que eu conheci? Não querido, essa mulher nunca existiu, obviamente talvez tenha existido na tua imaginação.
Esse texto até poderia ser parte de uma auto-biografia premeditada sobre a minha vida. Mas não é. Eu só demonstro ser a mulher que eu realmente sou. Tenho milhões de qualidades, mas não tenho a metade da empolgação pra malhar que já tive um dia e não gosto tanto assim da minha compania quanto eu digo por aí. Sou simples, caseira, cheia de manias estranhas como rir sozinha e ninguém entender nada.
Já se apaixonaram por mim diversas vezes e eu continuo solteira. Cada vez mais, cada dia mais, quero que não se apaixonem por mim, pra não ter que dar conta de expectativas fora da realidade que criam sobre mim. Nem tento. Já vou dizendo logo quem sou, pois meu negócio é a realidade. Não tenho mais idade pra namoros adolescentes ou pra me interessar por viver uma ilusão. Todos que se apaixonaram por mim me fizeram sofrer no final. Queriam que eu fosse alguém que eu não sou pra eu corresponder a uma expectativa que não fui eu que criei.
Eu não pareço, nem de longe, a garota da camiseta molhada da revista. Eu não tenho vocação pra dançar o crew na velocidade cinco. Nunca vou mudar algo em mim pra me encaixar em padrões que não são meus. Nunca vou achar normal traição e meu conceito de traição inclui trocar telefone (ou outro meio de contato) com uma mulher na balada. Nunca vou deixar sozinho quem eu amo. Minhas verdades mudam com o tempo, meus valores não. O que alguém acha de mim não vai determinar quem eu sou. Mesmo assim, não vou discordar quando alguém achar que eu não valho a pena. Eu valho. Eu valho a pena se tentarem me amar ao invés de se apaixonarem por mim. Eu valho a pena se for pra caminhar ao lado, e não atrás. Eu valho a pena se não houverem prazos de validade e falsas idealizações.
Eu já tentei te mostrar tudo isso. Eu permaneço aqui, no exato momento em que eu peço baixinho que alguém esteja me escutando e me deixe não te perder de vista, não te deixar ser apenas mais uma passagem, mais um talvez...
Eu valho a pena, não espere que a vida faça a escolha...

domingo, 9 de janeiro de 2011

Procuro em tanta gente um espelho teu, ...

... não vejo nada, não vejo nada. ♪

Já tive muita pressa de amar alguém, de encontrar alguém. E é sempre como a música diz:
"Eu me tornei você tão cedo (...)". Sempre usufrui rapidamente de todo o sentimento (seja ele qual for) e em
certo tempo já havia consumido tudo o que havia.
Mas calma, não trato os sentimentos puros e verdadeiros como ato de consumo; nem trato as pessoas como uso e desuso.
O fato é que hoje eu não tenho mais a pretensão de precisar rapidamente amar alguém, eu só preciso (quando existir) sentir e manter, calmamente. E falo de todas as formas de amor.
Nunca obtive muitas palavras de afeto e talvez isso contribuísse para que minha auto estima nunca crescesse consideravelmente.
Mas hoje, todo o afeto que as pessoas têm por mim é realmente de extrema importância.
Gostaria de agradecer a uma pessoa em especial: Gustavo Renan Brook!
Mesmo sem saber, o Gustavo sempre consegue obter o melhor de mim, em todos os sentidos.
Ele consegue fazer com que uma xícara de café torne-se cada vez mais significativa. Ele faz com que meu sorriso consiga "atingir" outras pessoas. E o mais importante: ele é um dos motivos pelo qual meu coração bate.
Por isso o título do post. Eu sempre procuro encontrar alguém que faça metade do que ele faz e que seja metade do que ele é. Mas já me convenci de que não encontrarei pessoas iguais a ele.
Desconcentra-me o fato de eu nunca ter o visto.
As vezes é necessário libertar a alma, e deixar transparecer tudo o que a aflinge! Permitir-se é assumir sentimentos, desejos, atos.. e isso as vezes dói muito, mas torna-se totalmente necessário quando se busca viver em paz, principalmente com você mesmo!